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Coursera aposta em cursos em português para crescer no Brasil

Déborah Oliveira

24/02/2016 às 9h15

Coursera aposta em cursos em português para crescer no Brasil
Foto:

Fundada em 2012 por dois professores da Universidade de
Stanford, nos Estados Unidos, a Coursera quebrou paradigmas ao posicionar-se
como plataforma de cursos abertos on-line atendendo a uma demanda latente por
cursos de qualidade sem sair de casa. Hoje, a plataforma tem parceria com 147
universidades em 29 países e conta com 17 milhões de alunos inscritos em todo o
mundo, sendo o Brasil o quarto maior mercado da Coursera com 700 mil alunos e
62 cursos ministrados em português ou com legendas no idioma.

A disponibilidade de cursos on-line e gratuitos tem atraído
o público local, garante Carlos Pessoa, recentemente nomeado gerente-geral da Coursera
na América Latina. “O Brasil e a região são mercado importantes para nós”,
afirma o executivo, apontando que os cursos de TI são um dos mais procurados
pelos brasileiros na plataforma.

Nos últimos seis meses, para se ter uma ideia, o terceiro
curso mais popular por aqui foi o Big Data em Saúde no Brasil, promovido pela
Universidade de São Paulo, um dos parceiros do Coursera em solo nacional. Outro
bastante procurado foi o curso Como criar
um aplicativo para iPhone
, pela Universidade Estadual de Campinas.

O sucesso no Brasil tem feito a empresa ampliar as parcerias
locais, que conta com outros nomes como Fundação Lemann. A mais recente delas
foi com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que passou a oferecer os
cursos de Programação Java e Desenvolvimento Ágil, e com o Insper.

Oportunidade

O executivo lembra que em tempos de instabilidade econômica,
as pessoas passam a procurar formas de se capacitar para se destacar no
mercado, sendo o formato on-line e gratuito um dos mais buscados. A empresa fez
uma pesquisa em setembro de 2015 com sua rede para identificar a motivação de
profissionais para a procura de cursos. Como resultado, 61% dos brasileiros
indicaram o item melhorar a carreira – número acima da média mundial de 52%.

Além dos cursos gratuitos, o Coursera também conta com programas
pagos, com preços que variam conforme o tema e o tempo de duração. Para esses
cursos há a possibilidade de bolsas de estudo, informa Pessoa. São mais de 100
mil bolsas em todo o mundo, contabiliza.

O executivo reconhece que cursos on-line gratuitos nem
sempre têm sucesso entre os participantes, muito em razão da falta de
disciplina. Ainda assim, ele afirma que o índice de conclusão é alto. Nos
cursos pagos, a taxa de finalização é de 100%.

Para os que não sabem como se programar para estudar
on-line, Pessoa indica um curso do próprio Coursera que se chama Learning how
to learn, que ajuda a criar formas de estudar e aprender qualquer tipo de
conteúdo de forma organizada, sem perder a vontade e o entusiasmo.

Negócios

Os negócios no Brasil e na América Latina vão bem, garante
Pessoa. Segundo ele, atualmente, 14% dos estudantes do Coursera estão na região
e a expectativa do executivo é de crescimento acelerado.

A empresa abriu escritório em São Paulo que atenderá a toda
a América Latina e está em ritmo de expansão. O executivo conta que em breve
deverá ampliar o time, que por enquanto conta com somente com ele. “Estamos
apostando forte no conteúdo localizado e seguiremos com essa estratégia”, finaliza.

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