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CPFL Energia promove melhorias no processo de distribuição

Déborah Oliveira

17/07/2015 às 11h16

CPFL Energia promove melhorias no processo de distribuição
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Com mais de 16 anos de experiência no setor de energia elétrica, Marcelo Carreras, CIO da CPFL Energia, registra passagens pelas principais empresas do segmento como Rio Grande Energia (RGE) e Light. Há pouco mais de seis anos à frente da TI da CPFL, Carreras mostra talento constante para mudanças e inovação.

“A indústria de serviços é muito dinâmica. Esse mercado vive em transformação, e ainda temos a preocupação com a geração de energia. Por isso, temos de nos reinventar o tempo todo”, sintetiza o executivo vencedor do prêmio Executivo de TI do Ano, promovido pela IT Mídia, na categoria Utilities.

Em tantos anos de casa, Carreras sabe, mais que ninguém, que o segredo para que um CIO tenha sucesso na empresa passa pelo constante alinhamento com os demais líderes de negócios, tendo como foco principal o resultado para a companhia.

Segundo ele, hoje, o líder de TI deve conhecer os processos de toda a organização, sempre com o pé nos negócios para verificar como aplicar tecnologia para aumentar a produtividade, reduzir os custos e aumentar a receita. É por isso que toda a TI está organizada para garantir alto desempenho, conta.

Foi com base nesses objetivos que o CIO desenvolveu, a partir do final de 2011, um projeto ambicioso para o setor de distribuição de energia que envolvia três frentes: automação de rede, medição, que integrava a instalação de medidores inteligentes, e mobilidade para modernizar e automatizar os serviços de campo.

Batizado de Tauron, a iniciativa buscava estabelecer a revisão completa dos processos e a adoção de tecnologias modernas para a distribuição de energia, focando na geração de valor dos serviços para buscar excelência operacional. O objetivo era levar inteligência à rede de distribuição da CPFL, formada por um grupo de empresas que fornece energia a municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

O projeto de telemedição levou dois anos para ser concluído e promoveu a instalação de 26,5 mil medidores inteligentes que atendam ao Grupo A (industriais e comerciais), clientes que representam 30% do faturamento da CPFL. Desde dezembro de 2014, esses medidores fazem leitura de consumo e gerenciamento da rede elétrica de forma remota. Essa atividade tinha como missão reduzir custo e tempo com inspeção e faturamento.

No cenário anterior, o sistema faturava no período da noite. Agora, o processo é totalmente automatizado e a leitura identifica imediatamente violações na medição e outros problemas, sendo possível enviar uma equipe ao local para solucionar a questão. O próximo passo da iniciativa, diz, será levar os medidores inteligentes para os mais de 2 milhões de clientes da categoria baixa tensão. “Fizemos provas de conceito em Campinas nas (interior de São Paulo) e temos alguns locais operando no novo conceito em clientes residenciais”, relata. 

Carreras explica que os equipamentos auxiliam o centro de operações da organização a identificar falhas e ocorrências na rede e esse benefício começará a ser estendido para todos os clientes da empresa no segundo semestre deste ano.

Com os medidores, também foi possível automatizar as chaves da rede de distribuição. Agora, é possível, por exemplo, realizar a religação e a proteção da energia e, em casos de falhas identificar e isolar o trecho com problemas para que a manutenção seja realizada.

Mobilidade no front
O outro projeto de grande impacto, parte do Tauron, foi o de mobilidade, que envolveu 1,5 mil funcionários em campo que realizam a manutenção da rede. Antes, toda a equipe, que atende a 200 municípios em São Paulo, era orientada sobre a necessidade de manutenção via rádio.

A CPFL mudou o procedimento e passou a realizá-lo por meio de tablets. “Queríamos melhorar a produtividade das equipes em campo, efetuando os despachos a partir dos dispositivos”, assinala.

A comunicação é híbrida e usa satélite, para áreas rurais, e redes 2G, 3G e 4G. “Essa foi uma quebra enorme de paradigma. E para facilitar o trabalho, centralizamos o centro de operação, que passou a ter locais de despachos unificados. Com isso, passamos, por meio de geolocalização, a verificar o lugar exato do defeito”, detalha. Dessa forma, o centro de operações pode monitorar o profissional mais próximo e otimizar seu deslocamento.

O executivo lembra que a execução do projeto resultou em um aprendizado importante: “sozinho não é possível colocar em prática uma mudança como essa. Além disso, a equipe tem de estar disposta a fazer diferente e mudar o convencional”, ensina.

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