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Cristina Palmaka mostra otimismo mesmo com ano desafiador

17/03/2015 às 10h28

Cristina Palmaka mostra otimismo mesmo com ano desafiador
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O ano é desafiador e a maioria dos executivos está de acordo com isso. O que não significa, entretanto, que será um ano ruim. Remando contra a maré de um pessimismo que muitas vezes toma conta do empresariado em momentos delicados como o que o Brasil enfrenta, Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, está com um discurso otimista, vendo boas possibilidades de vendas para o recém lançado S/4Hana, que é última versão da suíte de gestão de empresarial da fabricante rodando na plataforma de computação em memória Hana, e um avanço nas contas governamentais.

A explicação para isso é até um pouco simples: “Existe perspectiva positiva tanto em clientes novos como nos existentes. O setor público foi muito forte ano passado, tivemos grandes projetos em diversas soluções com RH e outras. Estamos no Brasil há bastante tempo, sabemos que oscilações nos afetam, mas estamos aqui para o longo prazo, o setor público tem carência grande em governança e processos e podemos ajudar nesse sentido.”

Outro ponto citado não apenas por ela, mas por outros executivos da SAP, é que num cenário de quebra de confiança, investir em tecnologias que tragam mais transparência, tanto para o setor governamental, quanto para companhias privadas, se faz mais que necessário, o que abre um leque de oportunidades para a fabricante buscar um número forte no mercado local. Além disso, como lembrou Fernando Lewis, VP de Simple Finance da SAP, empresas estruturadas se destacam em cenário de crise. “O melhor é investir quando as coisas estão paradas para não perder tempo na retomada.”

O discurso da SAP para 2015 vem muito pautado no que eles chamam de empresa ideal, que rodaria em cima de três grandes pilares: informação em tempo real, integração das informações em fonte única e, por fim, rede de parceiros e fornecedores gerenciados de maneira coesa. E a construção desse ambiente altamente favorável ao negócio, seja pela agilidade com que as coisas fluem ou pela transparência garantida por meio de processos e de uma fonte única de dado, viria por meio do S/4Hana.

A nova versão da suíte de gestão empresarial roda totalmente em memória, mas com a condição de que seja na plataforma Hana, o que pode ser um desafio para a SAP, uma vez que clientes na versão R3 que queiram atualizar para o S/4Hana precisam necessariamente implantar Hana.

Pensando nesta questão, a companhia preparou para o SAP Forum, principal evento para clientes e parceiros que a fabricante realiza no Brasil e que acontece nesta terça e quarta-feira (17 e 18/04), em São Paulo, clínicas para que os clientes possam entender em detalhes o impacto que a computação em memória pode trazer ao negócio e até avaliar como seria uma possível migração, já que o processo depende de cada caso. “Alguns migraram tudo de uma vez e outros de maneira gradativa. Entenderemos qual o estágio do cliente e como traremos eles para essa visão de futuro”, comentou Cristina.

A executiva demonstra o mesmo sentimento de tranquilidade quando justifica seu otimismo com vendas da nova versão da suíte. “Investir em novas plataformas muitas vezes significa reduzir custos. Então, pode ser que exista oportunidade nesse ano que deve ser complexo. Muitos clientes buscam soluções que reduzam custo ou incremente receita e esse é nosso direcionamento nesse ano complexo.”

Neste momento, duas empresas já fecharam contrato com a SAP para o S/4Hana: o IRB, cliente de longa data e que utiliza diversas aplicações da fabricante, e a Ceitec, primeiro cliente governamental da nova plataforma em âmbito global. Cristina relatou ainda que outros contratos em negociação avançada ou processo de fechamento devem ser anunciados nas próximas semanas.  

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