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Dados valem ouro na era da transformação digital

Déborah Oliveira

17/08/2017 às 15h03

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O ano de 1900 marcou o começo da era da manufatura e da produção em massa. Em seguida, veio a era da distribuição, da informação e agora a do cliente, marcada pela produção inteligente e foco na personalização em massa. É a transformação digital que veio para ficar, sentenciou Julio Gomes, que até pouco tempo respondia pela TI da ADM na América do Sul, empresa do setor de agronegócios.

Nesse cenário, um elemento fundamental, pontuou durante apresentação no IT Forum+ 2017, que acontece até o dia 20 de agosto, na Praia do Forte (BA), é conseguir transformar dados em informação.

Esse é, inclusive, um dos cinco imperativos pontuados pela Forrester. Para a consultoria, tornar insigths gerados pelos dados em ação é crítico para empresas e executivos de TI que querem se manter relevantes no mercado.

Citando dados da IBM, Gomes comentou que o agronegócio está no último no ranking de transformação digital. Contudo, o segmento destaca-se no investimento em big data e analytics. “No agronegócio, a quantidade de dados não estruturados é gigantesca. E, hoje, os dados são impulsionadores do negócio. Eles são o combustível da inovação”, ressaltou.

Concorrência

Gomes destacou que o digital traz o desafio de manter um negócio relevante em um mercado altamente competitivo e com concorrentes que já nasceram digitais, com estruturadas rápidas e enxutas. “Elas são mais baratas, mais ágeis. E mesmo no mercado B2B, estão inovando e rompendo barreiras atuais”, completou.

Mas como mudar as regras do jogo? O executivo listou algumas recomendações, mas há duas que fazem a diferença. A primeira é definir modelos de geração de valor, recombinando produtos, serviços e dados para mudar a forma como uma empresa participa da cadeia de valor. A segunda é repensar as proposições de valor, usando novas capacidades digitais para atender às necessidades não satisfeitas de clientes existentes ou novos.

Como lidar com a transformação digital?

Entre os CIOs presentes na apresentação de Gomes, a unanimidade foi de que o desafio mais evidente da transformação digital é a mudança cultural. Alguns citaram, ainda, que apesar de o CEO entender o conceito, falta ao CIO juntar as peças da transformação para apresentar um guarda-chuva completo da mudança.

Para endereçar essas questões, Gomes recomendou que os líderes da TI desafiem o board sobre o modelo de negócios atual. Além disso, ele aconselhou transformar a maneira como as pessoas se comunicam, compartilham, inovam e trabalham em uma escala global.

“Traga, ainda, as pessoas para o seu lado. Comprometa-os e envolva-os. Experimente, dedique tempo e incentive as pessoas. Conecte a organização”, listou, reforçando o valor de fortalecer o tripé pessoas, processos e tecnologia.

Gomes indicou também que os CIOs comecem com pequenos projetos de transformação, mas que geram grande impacto. São os famosos quick wins.

Experiência do cliente

Se melhorar a experiência do cliente está na lista de prioridade das empresas, o que fazer para conquistar esse objetivo? Gomes responde ressaltando, mais uma vez, o papel dos dados nessa missão.

Para ele, é preciso consumir tempo para entender como o cliente interage com produtos e serviços. Além de compreender como é possível melhorar os processos e reforçar os pontos por meio de capacitação dos profissionais envolvidos direta ou indiretamente na mudança.

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