Oi! Escolha uma opção para entrar

Nunca postaremos nas suas redes sociais

Se preferir, entre com seu e-mail

Esqueceu sua senha?
Não tem conta? cadastre-se grátis

Preencha o formulário abaixo para finalizar seu cadastro:

Do físico ao digital: diálogo entre a materialidade e o design digital

Por Hagit Kaufman*

em Digital

3 meses atrás

Especialista no tema mostra exemplos práticos de como o mundo digital interpreta os materiais e os elementos do mundo físico

Cada vez mais, os avanços tecnológicos fazem com que a capacidade de design se mova a um ritmo incrível. A verdadeira originalidade e inovação dependem de um diálogo constante entre os mundos físico e digital.

Pensar em design avançado requer comunicação constante entre as diversas áreas criativas. Especialmente no design digital, somos, muitas vezes, inspirados por segmentos como moda, design de interiores ou arquitetura, e contribuímos para o diálogo com nossa própria interpretação e inovação. Uma de minhas áreas favoritas para me inspirar é o mundo dos elementos e materiais, e o ponto de encontro que existe entre matéria, tecnologia humana e design.

O modo como o mundo digital interpreta os materiais e os elementos do mundo físico, bem como as tendências de design que observamos como resultado dessa interpretação, sempre me intrigaram. Por exemplo, no ano passado, quando o vidro colorido reapareceu como uma tendência, isso se refletiu no mundo do web design por meio de um conjunto de painéis e camadas transparentes.

Movimento e mudança

A relação entre matéria e tecnologia é algo que chama minha atenção. A questão da sustentabilidade ambiental e o conceito de usar os avanços tecnológicos para desenvolver materiais que cumpram uma nova função em nossas vidas não podem ser evitados.

Softwares, como o Cinema 4D, tornaram mais fácil para os designers criar em 3D e obter novos materiais digitais. Com as melhorias expressivas dos últimos anos em novas ferramentas, recursos e velocidade, ficou mais fácil ver como o seu projeto evolui em tempo real, mesmo quando você ainda está trabalhando nele. Isso leva a uma melhor curva de aprendizado, resultando em melhores habilidades de design. É nesse ponto que as texturas e os materiais passam a ser um novo tipo de matéria, como algo sobrenatural.

Esse exemplo marca o começo de uma nova era em 3D para designers, mostrando que as opções que temos para promover o design on-line são quase ilimitadas. Temos visto uma criatividade incrível com materiais rígidos, como mármore, ouro ou pedra, como no site elegante da The Artery, o que me leva a pensar que começaremos a ver mais materiais com partículas infinitas, que têm melhor fluxo e movimento. Texturas como tecido, areia e água estão todas misturadas em um novo tipo de material digital. Acho que isso será visto em sites com páginas iniciais em 3D ou com efeitos de deslocamento que imitam esse comportamento, mas também acredito que essa tendência crescerá e se consolidará no próximo ano.

Um segundo Renascimento

Oposta aos avanços tecnológicos, uma reminiscência da Era da Renascença esteve presente durante o ano passado em várias áreas do design. Começou com o Arthocollective e sua estética particular de selfies e colagens cheias de arte, e continuou com a fotografia, que passou a misturar camadas reais e pintadas. Logo, marcas como a Nike lançaram campanhas como Art of a Champion, que posiciona seus tênis esportivos no estilo da Alta Renascença na Itália, flutuando elegantemente ao lado de um tecido elegantemente drapeado.

Essa onda de arte clássica coloca o foco na pintura a óleo, pelo seu efeito e inspiração. É possível ver essa tendência pela variedade de aplicativos que transformam suas fotos em obras de arte e por um experimento do Google Arts and Culture, que tira sua selfie e a compara a um retrato de algum museu famoso.

No design digital, esse estilo já está sendo adotado, mas sua influência será mais ampla como uma referência literal ao período da arte clássica. O trabalho de Ignasi Monreal marca um futuro em que o velho e o novo estão incorporados em uma nova estética. O artista Boldtron, por exemplo, está dando sua versão dos novos clássicos usando elementos de pinturas a óleo com uma textura moderna, ou combinando modelos de escultura com arte 3D.

O tipo de trabalho que o Art Attack tem feito no YouTube com o Tilt Brush do Google, recriando a arte clássica como um ambiente 3D, está apresentando novos usuários na área de brincadeiras digitais de inspiração material. A recriação do Nascimento de Vênus, de Botticelli, como realidade virtual está um passo mais perto de usar a textura e a sensação de pinceladas e camadas para oferecer uma experiência de arte imersiva. Mais uma vez, esse ponto de encontro entre o antigo, o futurista e o pensamento humano leva os limites do design digital a uma maior criatividade.

*Hagit Kaufman é vice-presidente de Design e Marca da Wix


Receba grátis as principais notícias do setor de TI

Newsletter por e-mail