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Direto do túnel do tempo: primórdios da computação e reflexos hoje – do cartão perfurado ao flash

Guilherme Borini

22/11/2017 às 8h54

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De acordo com os autores Campbell, Carlson, Burgess, Miller e dados da própria IBM, o norte-americano Herman Hollerith fundador da Tabulating Machine Company, precursora da International Business Machine ou IBM, em conjunto com o engenheiro mecânico francês Joseph-Marie Jacquard, desenvolveu os cartões perfurados que guardavam informações e os comandos nas máquinas, sendo pioneira da memória utilizada nos computadores atuais. Estávamos começando o século XX.

Esse é um dos marcos da história da computação, que efetivamente teve seu primeiro suspiro de vida em 3.000 a.c. Isso mesmo, três mil anos antes de Cristo, o primeiro dispositivo para cálculos básicos – o ábaco – foi criado na Babilônia. Quatro mil anos depois – em 1.893-  a primeira calculadora com quatro operações básicas foi inventada.

Seguindo na evolução dos cartões perfurados, em 1930, Vannevar Bush e alguns amigos do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), conseguem solucionar diversas equações em sua máquina The Differencial Analyzer. E, em 1937, surge a linguagem universal que baseará todo o conhecimento e processamento computacional das informações – o código binário, criado por George Stibitz, que usou a álgebra de Boole como fundamentação.

Enquanto as máquinas evoluíam, a forma como as informações eram armazenadas também. Em 1945, John von Neumann apresenta o conceito de um programa armazenado no EDVAC. Dois anos depois, a memória magnética é apresentada como um dispositivo de armazenamento de dados para computadores. Em 1970, surgem os disquetes de 5’e 1/4. O primeiro microprocessador da Intel surge em 1972. E o CD-ROM em 1984. E, no ano 2000, o primeiro drive flash USB foi vendido.

De lá para cá tudo se transformou. Quem diria que substituiríamos aquelas salas enormes, cheias de servidores armazenando dados, por arquivos salvos em nuvem; que as máquinas parecidas a grandes armários, nas décadas de 50 e 60, hoje caberiam na palma de nossas mãos e poderiam aprender e simular a linguagem e o comportamento humanos (machine learning). Ou ainda, que teríamos acesso ao grande universo Big Data de qualquer lugar do planeta?  E, que por trás de toda essa inovação, nossa capacidade de armazenamento de informação seria cada vez mais exigida e ampliada, pois a geração massiva de novos dados– das pessoas e das coisas - cresce de forma exponencial a cada minuto?

Sem entender a importância desse contexto histórico, fica muito mais complexo olhar à nossa frente e buscar novos caminhos e oportunidades para a tecnologia que usamos e desenvolvemos todos os dias. As empresas que se diferenciam hoje, reconhecem a importância dessa trajetória tecnológica e a utilizam de forma inovadora, como alicerce para voos ainda mais altos, quebrando paradigmas, renovando antigos conceitos e, ao final do dia, entregando real inovação aos seus clientes.

*Paulo de Godoy é gerente geral de vendas da Pure Storage no Brasil

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