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Disrupção exige transformação

Mais que uma tendência, os processos de transformação digital estão se transformando em necessidade para que empresas se tornem competitivas.

*Zhilei Ma

14/09/2019 às 18h08

Foto: Shutterstock

Mais que uma tendência, os processos de transformação digital estão se transformando em necessidade para que empresas dos mais diversos setores se tornem, de fato, competitivas. Do lado dos fornecedores, o desafio é ajudar seus clientes neste processo, e para que isso aconteça de forma eficiente, é preciso ter clareza dos conceitos envolvidos aqui. Por exemplo, existe uma tremenda diferença entre dois termos que, quando traduzidos para o português, têm o mesmo significado: digitization e digitalization. Na verdade, digitization é, simplesmente, converter para o digital, enquanto digitalization é utilizar ferramentas digitais.

O Uber, por exemplo, faz parte deste segundo processo, pois serve de instrumento para facilitar a locomoção dos usuários – aqui, o uso da tecnologia (Big Data) é imprescindível para reunir dados de motoristas e passageiros e, consequentemente, operacionalizar o serviço. Se o Uber é um exemplo de serviço muito bem-sucedido em várias cidades e países, há diversas outras ideias estagnadas e/ou rejeitadas por aí. Atualmente, 70% dos projetos de digitalização fracassam no mundo todo devido à falta de investimento, valorização e/ou apoio por parte dos tomadores de decisão. O incentivo à transformação digital se dá com pessoas e empresas que sabem ouvir, valorizar e implementar boas ideias.

Além das tecnologias já citadas, estas empresas devem trabalhar também com Data Analytics, Mobility, Cloud, Blockchain, Inteligência Artificial e muitas outras que auxiliam empresas a avançarem rumo à digitalização. E, melhor do que dominá-las, é preciso saber integrá-las para criar produtos realmente inovadores. Quer um exemplo? O Head Mounted Display, desenvolvido pela T-Systems para a Fujitsu, uma das maiores companhias japonesas de TI. Também chamada de headset de realidade mista, a solução é uma espécie de capacete com monitor, óculos e comandos de voz altamente capazes de automatizar o trabalho manual de picking, servindo como guia para o funcionário da empresa tomar as decisões certas e aumentar sua produtividade. Neste caso, há uma integração de Realidade Aumentada, Realidade Virtual, IoT e Cloud, o que comprova a perfeita harmonia entre diferentes tecnologias em uma única solução.

A Realidade Aumentada também é aplicada na fábrica da alemã Schwan Cosmetics. Em casos de manutenção e reparo de máquinas, os operários podem fazer uma chamada de vídeo com técnicos e especialistas para pedir instruções e resolver o problema em tempo real, sem que alguém precise ir fisicamente até a fábrica. Basta utilizar os óculos de AR e receber os comandos da central de suporte, que envia áudios, textos e informações em 3D para o campo de visão do operário, possibilitando uma orientação remota e igualmente eficaz. Antes da solução, era preciso resolver o problema via e-mail ou telefone e, em algumas situações, esperar a visita de um especialista, o que exigia um tempo muito maior.

Outro projeto bastante inovador foi o San Diego Innovation Lab, cujas soluções melhoram a experiência do passageiro, aumentam a eficiência dos aeroportos, diminuem custos e identificam possíveis fontes de receita. Cada uma destas soluções mencionadas acima reforça um compromisso que deve ser assumido por todos que pretendem garantir o melhor suporte aos seus clientes na jornada digital: "Se não nos transformarmos, não seremos disruptivos".

*Por Zhilei Ma, vice-presidente regional (Américas) de soluções digitais da T-Systems International

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