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Empresas exponenciais chegam para quebrar padrões

Fabiana Rolfini

07/11/2017 às 19h34

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Atualmente, na medida em que as tecnologias digitais se desenvolvem e se expandem em uma constante crescente, surgem novas empresas cuja estrutura assume características totalmente diferentes e disruptivas. São as chamadas organizações exponenciais, que vêm transformando o mercado atual ao trazerem uma mentalidade fora dos padrões tradicionalmente estabelecidos.

Segundo Pedro Britto, fundador da PB Consultoria, que participou do IT Forum Expo 2017 nesta terça-feira, 7, este conceito pode moldar empresas para terem potencial de mudar o mundo. “O propósito transformador massivo (MTP, na sigla em inglês) é o fator principal que tem alavancado esse tipo de empresa. É a partir dele que se avalia o que move e vai engajar a organização em uma nova jornada.” Outras sugestões para atingir bons resultados são criar uma comunidade para troca de experiências, identificar uma ideia inovadora e pensar fora da caixa.

Durante sua apresentação, o executivo também pontuou as principais diferenças entre as empresas exponenciais e as tradicionais. Enquanto as organizações mais antigas e consolidadas se apegam à hierarquia e utilizam sistemas lineares para gerenciamento de suas atividades, as exponenciais carregam um senso de não-linearidade, autonomia, descentralização, transparência e inovação. Já a intolerância ao risco das empresas tradicionais se extingue nas exponenciais, que abusam da experimentação.

“O modelo corporativo tradicional, organizado para aumentar a eficiência com escassez de produtos, evoluiu para um modelo focado em organizar a informação, que por sua vez prosperou para um arquétipo baseado em construir, medir e aprender, sem medo de arriscar”, comentou Britto.

O 6 Ds exponenciais

O processo de aceleração dessas novas organizações acompanha o conceito dos 6 Ds, modelo desenvolvido pelo futurista Peter Diamandis: digitalização, decepção, disrupção, desmaterialização, desmonetização e democratização. “O primeiro passo é se tornar digital. Então uma empresa tradicional que se transforma digitalmente já entra em uma jornada rumo ao exponencial”, afirmou.

Na fase da decepção, a tecnologia está avançando, mas ainda não está sendo amplamente utilizada. Ao ser introduzida ela leva algum tempo para que atinja velocidade. Já a disrupção vem quando o avanço tecnológico atinge um ponto crítico e subverte padrões estabelecidos.

A desmonetização é a etapa em que a tecnologia tem a capacidade de tornar um produto ou serviço em algo substancialmente barato, enquanto a desmaterialização compreende a transformação do que era físico para o digital. Por fim, quando algo se torna digitalizado e desmonetizado, mais pessoas podem ter acesso a isso.

 

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