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Empresas não passam de ano no quesito transformação digital

Estudo da IDC, realizado a pedido da Dell EMC, indica que legado desafia mudanças nas empresas e inibe projetos de inovação

Déborah Oliveira

01/02/2018 às 17h59

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Transformação digital já não é mais novidade. Apesar disso, a jornada das empresas para conquistar esse status segue a passos lentos. É o que mostra estudo realizado pela IDC, a pedido da Dell EMC e Intel. O levantamento indicou que companhias instaladas no País têm nota média de 43,7 (de uma escala de zero a cem) em relação à maturidade da infraestrutura de TI para suportar a digitalização dos negócios.

Na avaliação de Marcelo Medeiros, vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e de Redes da Dell EMC na América Latina, um dos entraves está no legado, que tem sido um peso grande para os gestores de TI, que precisam manter as luzes acessas e, ao mesmo tempo, inovar.

O levantamento constatou que mais de 47% das companhias investem acima de 60% dos orçamentos de TI na manutenção do legado e menos de 40% em iniciativas transformacionais ou associadas à inovação. “Percebemos empresas em diferentes momentos, mas a dificuldade do gestor de TI é de direcionar o investimento em inovação”, avalia Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC.

Desafios de custos, culturais, outras prioridades e até grandes esforços para virar a chave têm feito com que empresas deixem a modernização da infraestrutura em segundo plano. “A atualização tecnológica é uma jornada completa, mas pode ser e deve ser executada com modularidade”, observa Medeiros, completando que é preciso passar por fases para adotar uma postura disruptiva. “Não é uma opção, no entanto, não se transformar”, alertou ele durante a divulgação dos números da pesquisa.

Denis Arcieri, gerente geral da IDC Brasil, recomendou que, além de executar pequenos passos, é preciso encontrar um parceiro adequado para essa jornada, que tenha experiência o suficiente para elencar, junto com a empresa, as prioridades.

Automação em pauta

O estudo ouviu 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: processos internos e cultura, automação de processos e modernização da infraestrutura.

O resultado do estudo mostra que automação de processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida, aparece modernização da infraestrutura (com 42 pontos) e processos internos e cultura (com 55,2 pontos).

Em relação à automação de processos, o estudo da IDC conclui que só uma pequena parcela das organizações já implementou mecanismos avançados para automatização apesar de a questão ser essencial para que as empresas tenham agilidade na adequação do ambiente de TI às novas demandas dos negócios relacionadas à transformação digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estratégicas.

Falta de conhecimento

Um dos números da pesquisa revela que o responsável pela infraestrutura de TI desconhece tecnologias e metodologias que podem acelerar negócios e garantir benefícios mais rápidos. Dos entrevistados, 57% não pretendem adotar DevOps, metodologia voltada a melhorar a comunicação, integração e colaboração entre os responsáveis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software. Além disso, 23% desconhecem o storage definido por software.

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