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Brasscom propõe cinco ações para um Brasil mais digital

Documento entregue pela entidade aos candidatos nas eleições de 2018 quer ampliar investimentos púbicos e privados de olho na transformação digital do País

Como parte do esforço de estimular o ecossistema de inovação e o empreendedorismo digital no Brasil não só no período eleitoral, mas para além dele, a Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicações – lançou recentemente o manifesto 5 Ações para um Brasil Digital e Conectado. O documento vem sendo entregue para candidatos de todas as esferas de poder, já eleitos ou não, e busca ampliar a atenção dada pelo governo ao setor ao demonstrar sua importância.

Os executivos André Echeverria, diretor de inovação e transformação digital da associação, e Andriei Gutierrez, executivo de assuntos governamentais e regulatórios da IBM Brasil, estiveram no palco Nação Digital do IT Forum Expo para apresentar esses pontos. São cinco ações: Educação para a Cidadania Digital; Segurança Pública Inteligente; Saúde Conectada; Formação de Mão-de-Obra; e Agricultura Digital.

“Sentimos que o Brasil precisa de um projeto de nação, independente do debate entre direita ou esquerda, ou de reformas estruturais como tributária e previdência”, explicou Gutierrez. “[O manifesto] traz toda uma agenda, um projeto de direcionamento para onde o Brasil pode ir e que é extremamente importante que todos os candidatos tenham em mãos.”

O documento foi uma construção coletiva dos membros da Brasscom e contou com contribuições por meio de consulta pública online.

Governo e economia

Dois pilares norteiam as ações propostas pela Brasscom. O primeiro diz respeito à esfera governamental e o segundo à iniciativa privada. Propõem que o poder público avance com urgência na digitalização de serviços públicos também como forma de reduzir burocracia, gastos e corrupção, ganhando eficiência e prestando serviços melhores.

Tecnologias como o blockchain são elencadas como prioritárias e servem a vários setores, como segurança pública e saúde, por exemplo, em aplicações como registro de cidadãos e prontuário eletrônico, respectivamente.

Na agricultura, a digitalização exige infraestrutura básica de dados em alta velocidade em áreas remotas. O parque industrial, por sua vez, precisa de incentivos para adotar tecnologias que o levem à Indústria 4.0. Incluindo Internet das Coisas (IoT), robótica, Big Data.

Um dos pontos considerados mais sensíveis pelos dois executivos é o da formação de mão-de-obra qualificada para o setor. Com a transformação do próprio mercado de trabalho, a automatização de serviços manuais ou intelectuais de repetição ameaça expulsar um enorme contingente de trabalhadores.

Qualificação e desemprego

“Precisamos requalificar a mão-de-obra iminentemente mecânica para as novas funções que estão nascendo”, disse Gutierrez. “A nova lei de proteção de dados criou uma profissão nova, o encarregado de proteção de dados, que não existe no mercado. O que tem sido feito para equacionar isso é muito pouco.”

Atualmente há milhares de vagas abertas no setor de tecnologia e que não são preenchidas por falta de profissionais qualificados, apesar dos milhões de desempregados no País. Isso atravanca o desenvolvimento em todos os setores, não só o de TI, na medida em que projetos e soluções evoluem devagar – quanto não estão simplesmente parados.

“Nos próximos quatro anos há uma oportunidade de investimento em tecnologias de transformação digital de R$ 249 bilhões de reais”, ponderou Echeverria. “Tecnologias como IoT, segurança digital, dados e analíticos e inteligência artificial. A oportunidade existe.”

O caminho para este objetivo inclui, por parte da Brasscom, parcerias com entidades de diversos setores econômicos. A associação tem assento no Comitê de Inovação da Fiesp (indústria), Comitê de Modernização da Fecomercio (varejo), e trabalha com entidades do setor agrícola, de saúde e financeiro, entre outros.


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