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LIT, o Netflix da educação criado pela Saint Paul

Com projeto, diretor de Inovação e Transformação Digital da entidade educacional leva o primeiro lugar no prêmio Executivo de TI do Ano 2018 na categoria Educação

Pense em uma jornada educacional tradicional de ensino superior. Primeiro, vem a graduação, depois uma especialização e, em seguida, um MBA. Talvez um mestrado ou doutorado, certo? Acontece que nessa jornada há grandes hiatos no aprendizado. A Saint Paul Escola de Negócios, entidade que tem duas unidades em São Paulo e forma em torno de 10 mil executivos por ano, olhou para esse cenário e decidiu quebrar as regras do jogo, promovendo uma educação constante e onipresente.

Foi assim que nasceu o LIT, liderado pelo diretor de Inovação e Transformação Digital da Saint Paul, Marcos Sanchez, uma verdadeira revolução no segmento. Com a iniciativa, ele levou o primeiro lugar no prêmio Executivo de TI do Ano 2018 na categoria Educação, promovido pela IT Mídia e Korn Ferry.

Sanchez tem grande experiência no setor de educação. Sua carreira na área começou em 1995, quando ingressou em um estágio na escola técnica que frequentava. “Em 2002, tornei-me supervisor e logo depois gerente de TI, e lá atuei por mais dez anos. Construí uma solução de ensino a distância EAD que começou com 900 alunos e saltou para 12 mil quando saí”, lembra ele.

Até que chegou o momento de passar para o outro lado do balcão, atuando como gerente de grandes projetos da Totvs e logo veio o desafio de assumir a TI de um grupo educacional. Foi então que os caminhos de Sanchez e da Saint Paul se cruzaram. O presidente da Saint Paul, José Cláudio Securato, contou sobre o conceito do LIT e encantou Sanchez, que foi convidado para assumir o projeto. “Fui selecionado entre 70 candidatos”, orgulha-se, apontando que o fato de conhecer os negócios facilitou seu ingresso e desenvolvimento no projeto.

Assim que iniciou na Saint Paul, Sanchez arregaçou as mangas junto com seu time para começar o projeto por meio da estruturação da parte técnica do LIT. Em seguida, veio a definição do roadmap e de negócios. Ele explica que o LIT está baseado em sete pilares.

O primeiro deles é o conceito de Lifelong Learning, termo cunhado na década de 70, mas pouco aplicado desde então, que promove o conceito de estudo constante. “Para isso, promovemos o estudo em micromomentos. Se o aluno tem 20 minutos no carro para estudar, poderá fazê-lo. Se tem mais de horas, também poderá”, explica. Nesse contexto, o aluno indica quanto tempo tem disponível e a plataforma sugere o conteúdo ideal.

Dessa forma, o LIT oferece a possibilidade de o aluno acumular microcertificações, formando suas jornadas de aprendizagem e ainda aproveitar as certificações acumuladas para um Programa de MBA da Saint Paul.

De acordo com Sanchez, o LIT também agrega recursos de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) e elimina conteúdos já aprendidos em outros cursos, propondo uma aprendizagem mais rápida e assertiva. Ainda falando sobre AI, o executivo destaca o tutor virtual Paul, baseado em IBM Watson, que sugere “o que” e “como” o aluno deve aprender.

Ao aplicar um questionário sobre o conteúdo do curso escolhido, ele indica quais temas o aluno já domina e a quais deve se dedicar para aprender. Além disso, o Paul foi desenvolvido para aprender conteúdos complexos de negócios. Hoje, seu aprendizado consiste em tópicos de contabilidade, inovação, criatividade e empreendedorismo, o que o torna apto a responder questionamentos e tirar dúvidas de parte das áreas de cursos desenvolvidos pela Saint Paul. “Ele está disponível em texto, mas já há um roadmap de voz”, adianta.

O executivo detalha, ainda, o uso de rede social na plataforma, que abriga o perfil do aluno, voltado à promoção do aprendizado em rede, feito por meio de uma comunidade de práticas colaborativa composta por alunos e professores. “Você pode ter a melhor aula de planejamento estratégico com o melhor professor, mas imagina levar o conceito para a prática? Discutir com quem já fez e aprendeu com os erros é rico nesse sentido”, defendeu ele.

Por enquanto, explica Sanchez, o LIT conta com 61 cursos e mais de 8 mil livros em sua rede. Considerando todos os materiais disponíveis, além de interações com Paul, professores, tutores e outros usuários, o aluno se que dedicar diariamente 8 horas aos estudos, ainda assim só terá acessado cerca de 15% dos conteúdos no período de um ano.
A plataforma é paga por mês, como um serviço de streaming de vídeo. “Somos o Netflix da educação”, define ele, acrescentando que, mais do que isso, trata-se de um projeto que democratiza a educação.

Desafio da orquestração

Desenhado e concluído em menos de um ano, o LIT apesar de liderado e conduzido por profissionais experientes, gerou desafios. Um deles, revela Sanchez, foi o de integração de fornecedores. “Tínhamos três agências de marketing, cinco escritórios de advocacia, duas patentes em andamento do projeto e sete parceiros. Nossos desenvolvedores estavam em sete estados e três países. Fazer essa gestão, promover um verdadeiro Lego, é sempre um grande desafio”, conta.

Para o sucesso do projeto, no entanto, Sanchez estabeleceu reuniões semanais e por ser profissional certificado em gerenciamento de projetos optou por lançar mão de um mix de PMP e scrum máster. “Um ponto-chave, no entanto, foi o engajamento da diretoria da Saint Paul”, ressalta.

O executivo considera o LIT bastante arrojado e por se tratar de uma revolução todo um trabalho de aculturamento do time e da escola teve de ser feito. “Fui um líder de torcida para que ninguém perdesse a animação”, brinca.

Próximos passos

Em um mês no ar, o LIT já conquistou mais de mil usuários, sendo que a expectativa é de que a plataforma atinja em torno de 20 mil usuários já no primeiro ano.

Sanchez adianta que o LIT já tem programado três roadmaps de atualização. Mais de 40 cursos estão em produção e deverão fazer parte da grade em breve. “Vamos incluir canais de conversa, palestras e encontros”, aponta. O mais interessante, revelou o executivo, é que os alunos têm dado feedbacks positivos e até mesmo sugestões de melhorias. “A plataforma nunca vai parar e sempre terá o perfil de ser disruptiva. É, de fato, uma revolução no método de ensino”, finaliza o vencedor do prêmio na categoria Educação.

Finalistas da categoria Educação

1º Marcos Sanchez – Saint Paul Escola de Negócios
2º Luiz Alvarez – Adtalem
3º Joaldo Diniz – SER Educacional


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