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Estudo aponta impacto da mobilidade no crescimento de smart schools com IoT

Solange Calvo

28/12/2016 às 9h00

Estudo aponta impacto da mobilidade no crescimento de smart schools com IoT
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Especializada em soluções de redes orientadas por software, a Extreme Networks divulga pesquisa realizada com mais de 600 gerentes de TI em instituições de ensino de variados níveis. O levantamento identificou que, para 46% deles, as chamadas escolas inteligentes (smart schools, em inglês) terão grande impacto sobre a educação nos próximos dois anos.

Os benefícios mais comentados pelos entrevistados foram o aumento do engajamento dos alunos, aprendizado móvel, ensino mais individualizado, melhora na eficiência e redução de custos. Em uma pergunta sobre quão familiar o executivo se sentia em relação ao conceito de smart schools, as respostas foram bastante variadas. 

Trinta e seis por cento deles alegaram saber um pouco sobre o tema, 23% se consideravam a par da tecnologia e estavam começando a estudá-la e 29% afirmaram ser um conceito totalmente novo. Apenas 9% dos entrevistados já havia implementado parte de um projeto de escola inteligente e 3% planejavam implementar a tecnologia em até três anos.

De acordo com Eduardo Almeida, diretor de Vendas da Extreme Networks para o Brasil e o Cone Sul, diz que o conceito de escolas inteligentes segue os mesmos princípios aplicados a cidades e hospitais inteligentes. 

"É uma proposta que permite a estudantes e instituições não só melhor acesso ao conhecimento, mas também a possibilidade de aprender e transformar”, afirma. O executivo acrescenta que escolas inteligentes são as que dispõem de infraestrutura que lhes permite crescer, adaptar-se e progredir como ambientes importantes de aprendizado.

As escolas inteligentes utilizam soluções de IoT para se comunicar com seus dispositivos via Wi-Fi. Esses dispositivos vão muito além da lousa inteligente e incluem iBeacons, wearables, sensores, eBooks e tablets, salas de aula colaborativas, iluminação inteligente, AVAC e rastreadores de movimento e de vídeo. 

O estudo da Extreme descobriu que já existem instituições usando robôs, realidade aumentada, reconhecimento facial, sensores para estacionamento, rastreador de presença e impressões 3D. Esses dispositivos entregam vasto volume de dados tanto para análise em tempo real ou posterior.

Há dois anos, a Extreme Networks vem apoiando a Universidade de Caxias do Sul – UCS, no Rio Grande do Sul, a se tornar uma smart school. O projeto implantado na UCS cobre as necessidades de rede cabeada e sem fio de 100% dos 75 prédios da instituição em nove cidades, incluindo um hospital e uma escola de ensino médio, além de TV e rádio universitárias.

Segundo o gerente de TI da UCS, Heitor Strogulski, as soluções da Extreme Networks têm dado tranquilidade à equipe de TI de implementar diversos serviços que melhoram a qualidade do ensino e aumentam a satisfação dos mais de 25 mil alunos e 3,5 mil funcionários.

Iniciativas

Entre esses projetos está a transmissão de cirurgias do Hospital Geral de Caxias do Sul (Hospital Escola da UCS) para a sala de aula do curso de medicina. A UCS também passou a disponibilizar aplicativo para as diferentes disciplinas oferecidas com recursos para registro de frequência do aluno, notas e nível de satisfação com a aula, além de um outro app de Street Game, esse para candidatos ao vestibular, com desafios de conhecimento por meio das posições georreferenciadas do jogador. Em 2017, o grupo pretende implantar um projeto de realidade virtual voltado para a diminuição da dor do paciente em alguns tratamentos.

Como acontece com todos os avanços e progressos de uma sociedade, a implementação dos dispositivos que permitem uma escola ser inteligente, traz com ela um conjunto de preocupações. O fator segurança foi citado por pouco mais de 50% dos entrevistados do estudo como um potencial problema. Outros se preocupam com a privacidade, interoperabilidade e despesas adicionais. Gerenciamento também será uma preocupação até que surja um único e consistente painel para controlar todos os dispositivos e sistemas.

Já ter um Wi-Fi confiável lidera a lista dos mais importantes fatores de sucesso na implementação da tecnologia na escola inteligente. Na sequência, desenvolvimento do professor, ambientes de aprendizagem bem projetados e garantia de que os alunos tenham dispositivos apropriados estão na lista dos requisitos importantes para o sucesso da smart school.

Eduardo afirma que o modo como a nova tecnologia da escola inteligente será implantada nas escolas é de vital importância para que o projeto dê certo. “Algumas vezes, ter professores e funcionários engajados em um projeto é muito mais desafiador do que a implantação da nova tecnologia em si.  Para ser bem-sucedido, portanto, o planejamento requer uma boa visão do ensino no sentido de compreender como a tecnologia melhora a educação. A aplicação eficaz da tecnologia exige treinamento de usuários, infraestruturas adequadas, cobertura suficiente de Wi-Fi, largura de banda e boa coordenação de timing”, finaliza o executivo.

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