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Ética digital e experiências imersivas serão prioridades para empresas em 2019

Companhias devem estar preparadas para experiências sem fronteiras, aponta estudo da Avanade

10/01/2019 às 10h10

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Tomar atitudes em ética digital, combinando inteligência e design e, além disso, estar preparado para experiências sem fronteiras são as principais tendências que as empresas precisam se focar em 2019 a fim de acompanhar um mundo digital cada vez mais rápido. É o que aponta a nova pesquisa da Trendlines da Avanade, uma das principais consultorias de tecnologia do mundo, parte do ecossistema da Microsoft.

Tomar atitudes em Ética Digital

A ética tem sido um princípio fundamental da maioria das empresas, mas o aumento da inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) e da automação têm elevado o potencial que podem trazer consequências não intencionais e desafios éticos, que podem afetar os funcionários, clientes e parceiros de uma empresa. Segundo pesquisa da Avanade, 89% dos executivos globais dizem ter encontrado um dilema ético no trabalho causado pela alta no uso de tecnologias inteligentes e de automação digital, com 87% admitindo que não estão totalmente preparados para lidar com as questões éticas que existem atualmente.

“As empresas não podem mais simplesmente falar sobre ética digital”, afirma Florin Rotar, líder global de Modern Workplace. “Está claro que a ética digital é agora um foco do C-level e os líderes nessa área precisarão começar a desenvolver princípios orientadores e construir a ética por design no trabalho”, completa.

Inteligência encontra o design

Empresas, guiadas por modelos, reúnem design e ciência de dados para criar produtos e serviços mais personalizados, focando um melhor engajamento de seus clientes. É hora de aplicar essas mesmas práticas no sentido de desenvolver uma experiência excepcional para os funcionários. Dados do Centro de Pesquisa de Sistemas de Informação (CISR) da MIT Sloan School of Management mostram que empresas com a melhor experiência dos funcionários obtêm benefícios de negócios, incluindo o dobro da satisfação do cliente, o dobro da inovação e 25% maior lucratividade em comparação aos concorrentes.

Executivos com visão de futuro estão colocando seus cientistas de dados e criativos lado a lado em equipes interdisciplinares nos primeiros estágios da criação de produtos e serviços - com o objetivo de melhorar as experiências dos colaboradores e dos clientes.

“As empresas, guiadas por modelos, projetam as experiências dos colaboradores para estar a par das experiências dos clientes”, explica Aaron Reich, líder global em tecnologia emergente. “Para que os cientistas de dados e criativos trabalhem juntos, é necessário que as organizações integrem inteligência e recursos de design e conjuntos de ferramentas. Essa colaboração promoverá um ambiente capaz de gerar melhores experiências de colaboradores e clientes”, diz o executivo.

Experiências sem fronteiras

Estamos no início de novos tipos de experiências de consumidores e colaboradores, porém muitas empresas ainda estão tentando gerenciar o design em computadores e dispositivos móveis. O mundo está se movendo rapidamente para uma sociedade móvel, em que o celular é considerado uma extensão de uma pessoa - de wearables a carros e a sensores nas paredes. Quando a experiência é sempre “em movimento”, torna-se física e virtual. Criar essas experiências imersivas sem limites requer uma nova mentalidade e uma intervenção de arquitetura de TI. De acordo com a pesquisa da Avanade, 80% dos tomadores de decisão de TI acreditam que deixar de modernizar os sistemas de TI afetará negativamente o crescimento de longo prazo de sua organização.

"Essas novas experiências exigem uma nova mentalidade de todos - executivos, funcionários e consumidores", disse Craig Gorsline, consultor e líder global em inovação. “As empresas terão de reformular sua arquitetura de TI para que consumidores e colaboradores possam desfrutar de experiências sem atritos que aumentam suas vidas com informações relevantes apresentadas em qualquer plataforma. É hora de abraçar a mudança”, afirma.

O estudo

A Avanade Trendlines destaca os principais temas previstos para se desenvolver nos próximos 12 meses e descreve quais ações as empresas devem adotar para garantir que elas não sejam deixadas para trás. As linhas de tendência são baseadas em pesquisas contínuas e na experiência combinada e conhecimento dos 35 mil profissionais da Avanade que trabalham diariamente com clientes em vários setores do mundo, aconselhando-os sobre como maximizar o valor comercial da tecnologia para seus colaboradores e clientes. Ao longo de 2019, a Avanade publicará perspectivas detalhadas sobre essas tendências.

"Nossas linhas de tendência este ano estão fundamentadas no potencial impacto humano da tecnologia", diz Aaron Reich, líder global em tecnologia emergente. “Muitos de nossos clientes estão em sua jornada de transformação de negócios digitais e, à medida que continuam avançando, é prioritário considerar o impacto de suas decisões de tecnologia sobre os colaboradores, clientes e a sociedade em geral. Essas tendências emergentes irão atingir suas escolhas de design, inovação e tecnologia no futuro.”

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