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Google faz parceria com Sanofi para levar dados de pacientes com diabetes para a nuvem

Déborah Oliveira

31/08/2015 às 11h22

Google faz parceria com Sanofi para levar dados de pacientes com diabetes para a nuvem
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O Google vai trabalhar em parceria com a farmacêutica francesa Sanofi para conceber novas formas de gerir a diabetes, doença que atinge 382 milhões de pessoas em todo o mundo. As empresas não divulgaram detalhes financeiros do acordo.

Andy Conrad, chefe da equipe de ciência da vida do Google, disse que a diabetes é um tipo de doença que a tecnologia pode ajudar os pacientes, cujos corpos não podem gerenciar o açúcar, a manter o controle de suas medições de sangue e de insulina - e evitar desconfortos que variam da picada diária no dedo a amputações de membros.

"Os diabéticos são mais propensos a ter ataques cardíacos, a ter câncer, e são 15 vezes mais propensos a ter o pé cortado por causa de problemas vasculares", disse Conrad em uma entrevista. "Se pudéssemos evitar que as flutuações fortes e profundas nos níveis de açúcar no sangue, poderíamos impedir a maioria dos problemas associados à doença”, completou.

No ano passado, o Google trabalhou com a Novartis para desenvolver lentes de contato que utilizam sensores para ler os níveis de açúcar no sangue a partir da lágrima. Os testes do produto vão começar em 2016. Este mês, o Google também disse que iria trabalhar com DexCom em um sensor ligado à nuvem

A Sanofi, fabricante do Lantus, a insulina mais vendida do mundo, trabalhará em novas formas de entregar o hormônio, como canetas compatíveis com Bluetooth que permitem que um médico monitore a quantidade de insulina que o paciente está usando, e quando.

"Estamos tentando construir dispositivos inteligentes de administração e medição de insulina e uma plataforma integradora que ajuda médicos e pacientes”, disse Conrad, cuja divisão ciência e vida será rebatizada nos próximos meses em razão da reestruturação do Google

A diabetes, que afetará cerca de 600 milhões de pessoas até 2035, custa cerca de US$ 245 bilhões por ano somente nos Estados Unidos em recursos de saúde e perda de produtividade, de acordo com a American Diabetes Association.

Google e Sanofi vão desenvolver formas de armazenar e analisar os níveis de glicose em tempo real, permitindo que pacientes e médicos respondam mais rapidamente aos altos e baixos níveis de açúcar no sangue, evitando complicações no longo prazo associados com a má gestão da doença, que incluem ataques cardíacos e câncer.

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