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Governo dos EUA diz que argumentações da Apple são improcedentes

14/03/2016 às 13h42

Governo dos EUA diz que argumentações da Apple são improcedentes
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O governo dos Estados Unidos contestou o argumento usado pela Apple para não desbloquear o iPhone usado por um dos atiradores no atendado de San Bernardino. A justificativa da empresa de Cupertino é de que, para o desbloqueio, seria preciso criar um software que poderia abrir precedentes para ser usados contra os próprios usuários - uma ameaça à segurança dos seus clientes.
Para o governo, essa justificativa é falha. A Justiça dos EUA citou dados do relatório de transparência da própria empresa para questionar a posição da Apple, que afirma ter cumprido com 81% das solicitações do governo, sendo 9.717 o número de dispositivos alvos de pedidos da administração. 
"A Apple e os seus apoiadores tentam alarmar este tribunal com questões de segurança de rede, criptografia, backdoors e privacidade, invocando debates na mídia antes de uma análise do Congresso. Isso é um desvio", diz o documento do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ), divulgado primeiramente pela Bloomberg
"A retórica da Apple não é apenas falsa, mas também corrosiva às instituições que são mais capazes de salvaguardar nossa liberdade e nossos direitos", disseram os promotores responsáveis pelo caso, acrescentando que a Apple "elevou deliberadamente as barreiras tecnológicas que agora se interpõem entre um mandado legal e a prova de um iPhone relacionado ao assassinato de 14 americanos".
O DoJ disse também que a empresa cumpriu com cerca de três quartos das solicitações feitas pela China durante o primeiro semestre de 2015 - as quais a Apple afirma que diferem do caso de San Bernardino, em que os dados teriam sido armazenados localmente no dispositivo e protegidos por criptografia, o que não acontece nos aparelhos dos pedidos chineses.

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