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Hilton transforma smartphones em chave para dormitório

29/07/2014 às 13h34

Hilton transforma smartphones em chave para dormitório
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A rede de hotéis Hilton planeja permitir que seus hóspedes façam check-in e escolham seus quartos usando dispositivos móveis, podendo até vir a destrancar seus dormitórios.

Até o fim do ano, o Hilton espera oferecer digitalmente o check-in em seus hotéis e a escolha de quarto em 11 das suas marcas, através de 4 mil propriedades. Segundo a companhia, o serviço estará disponível para membros HHonors em mais de 80 países.

“Nós analisamos os dados e o feedback de mais de 40 milhões de membros HHonors, assim como nossas pesquisas com convidados, posts em mídias sociais e sites de avaliação, e ficou claro que os convidados querem mais poder de escolha e decisão”, explicou Geraldine Calpin, vice-presidente sênior e líder mundial em digital no Hilton Worldwide, em pronunciamento.

Calpin citou um estudo comissionado pela companhia e conduzido pelo Edelman Berland que apontou que 84% dos empresários em viagem desejam a possibilidade de escolher o seu próprio quarto. Segundo Calpin, o Hilton está permitindo que os clientes escolham o quarto, o tipo de acomodação e a numeração usando dispositivos móveis, sempre avaliando a disponibilidade.

O Hilton começou a testar a primeira versão da aplicação de check-in há cinco anos, mas liberou a primeira versão do seu software de hospitalidade, o Conrad Concierge, apenas em 2012. O estudo foi realizado entre os dias 7 e 11 de julho de 2014, fazendo das descobertas uma afirmação da conveniência e da confiança prolongada com tecnologias de hospitalidade orientada.

A partir de 2015, este compromisso inclui permitir que hóspedes utilizem seus smartphones como chave dos quartos. O Hilton planeja implantar a tecnologia para abrir e fechar quartos em hotéis dos Estados Unidos em quatro marcas pertencentes à companhia. Até o final de 2016, a empresa espera que a grande maioria dos quartos de todo o mundo irá aceitar smartphones como chave.

Christopher J. Nassetta, presidente e CEO do Hilton Worldwide, disse que uma vez que os viajantes já usam smartphones como cartões de embarque, o passo seguinte é quererem usar seus dispositivos móveis como chaves.

“Nós passamos os últimos anos testando diferentes opções para fazer desta visão uma realidade, e nós estamos desenvolvendo tecnologias próprias que são seguras e confiáveis para os nosso clientes usarem, além de terem uma boa relação custo-benefício para que nossos hotéis as instalem”, declarou o executivo.

Garantir que esta tecnologia possa ser usada de maneira segura talvez não seja tão fácil. Segundo uma publicação da Forbes de novembro de 2012, em setembro do mesmo ano funcionários de uma consultoria de serviços de TI da Dell retornaram ao seu quarto no Hyatt em Houston, no Texas, e encontraram seu laptop roubado. O hotel concluiu que o ladrão havia entrado no quarto explorando uma vulnerabilidade em uma fechadura digital desenvolvida pela Onity. A vulnerabilidade foi relevada durante a conferência de segurança Black Hat, em julho daquele ano, e a Onity afirmou ter disponibilizado uma correção para os clientes no mês de agosto. 

O Hilton não respondeu ao pedido de comentar sobre a sua abordagem com relação aos sistemas de segurança das fechaduras.

Segundo o Bureal of Justice Statistics, hotéis tendem a ser mais seguros do que residências. As pessoas são muito mais propensas a presenciar crimes contra a propriedade em suas casas ou nas proximidades (63,7% dos incidentes, entre 2004 e 2008) do que em um hotel ou em um quarto de motel (0,3% dos incidentes, no mesmo período). Em 2004, um estudo baseado em crimes cometidos contra hóspedes de hotéis em Miami encontrou 600 relatórios policiais entre 2000 e 2003.

De acordo com Cody Brocious, consultor senior de segurança da Accuvant LABS que identificou o erro nas fechaduras Onity, enquanto nós tivermos fechaduras digitais, elas irão ter vulnerabilidades. 

“Bugs sempre estarão presentes. Nós estamos falando peças bastante complexas de tecnologia que não podem ser facilmente atualizadas em campo e geralmente possuem muitos poucos testes adequados. Enquanto essas fechaduras estiverem protegendo valores, sempre haverá a possibilidade de alguém tentar encontrar esses bugs e se aproveitar deles”, concluiu Brocious.

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