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Instituto Nacional de Tecnologia usa tecnologia 3D para apoiar esgrimistas brasileiros nos Jogos Rio 2016

03/08/2016 às 12h57

Instituto Nacional de Tecnologia usa tecnologia 3D para apoiar esgrimistas brasileiros nos Jogos Rio 2016
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O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), desenvolveu uma tecnologia para melhorar a performance dos esgrimistas brasileiros que vão participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Com a Plataforma Digital 3D Aplicada ao Treinamento da Esgrima, a ideia é trazer análises baseada nos movimentos dos próprios atletas para ajustá-los e torná-los mais precisos - o que ajudaria a equipe com melhor desempenho rumo à medalha olímpica que ainda não foi conquistada pelo Brasil na modalidade,

A ferramenta, que demorou dois anos e meio para ficar pronta, recebeu R$ 400 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento vinculada ao MCTIC, por meio do edital Alta Performance, de 2013.

Como funciona 
As imagens dos movimentos dos atletas são fotografadas por 18 câmeras de alta definição, com capacidade para captar 240 quadros por segundo. Outras quatro câmeras registram movimentos dos olhos. Com esses dados, foram listadas as principais áreas de foco do esgrimista durante a disputa: o braço do oponente armado, o tronco e a face. De posse das imagens e dos cálculos de velocidade da espada durante os golpes, os pesquisadores desenvolveram a plataforma 3D com base em tecnologias de jogos. As informações da permitem aos atletas o desenvolvimento de técnicas de ataque e defesa.

"Foi muito boa a recepção e a interação deles com a plataforma. Eles receberam o convite para participar do projeto e logo aceitaram, por entenderem a importância das análises biomecânicas e de rastreamento do olhar para o rendimento dos atletas", conta Carla Patrícia Guimarães, pesquisadora do INT.

Segundo ela, a ferramenta já deu resultados. "Comparamos o desempenho dos quatro atletas que participaram da etapa-piloto e percebemos que eles aproveitaram as informações obtidas para melhorar o desempenho durante o jogo. Com certeza, já apresentaram uma evolução em relação à primeira avaliação."

Entre os esgrimistas que participaram da pesquisa, Guilherme Melaragno, Nicolas Ferreira e Rayssa Costa estarão no Rio 2016. Clarisse Menezes, Giovanna Di Cola, Katherin Miller e Naira Ferreira foram os outros atletas analisados.

*Com informações do MCTIC

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