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Inteligência artificial é um desafio de RH no setor de tecnologia

Estudo da KPMG mostra que 45% dos líderes de RH das empresas pesquisadas acreditam que a inteligência artificial é o maior desafio para a área.

Ana Gabriela De Callis

06/11/2019 às 10h00

Foto: Shutterstock

Para 45% dos líderes de Recursos Humanos das empresas pesquisadas pela KPMG, a utilização de inteligência artificial é o maior desafio, nos próximos cinco anos, para a área de Recursos Humanos de companhias de tecnologia. Segundo o estudo “O Futuro do RH no setor de tecnologia” (do inglês, The Future of HR in the technology sector), 55% informaram que já implementaram a ferramenta que é considerada o principal recurso pelos entrevistados.
Segundo ainda a pesquisa, em termos de implementação efetiva da Inteligência Artificial, os líderes da área de RH do setor de tecnologia declaram estar à frente nesse processo, com 55% deles relatando que já começaram a introduzir a ferramenta comparados com os 36% de profissionais de RH como um todo. Além disso, 74% dos entrevistados disseram que a área de RH desse segmento específico tem uma função de liderança e de apoio nas ações de Inteligência Artificial contra 61% dos líderes de todo o RH.

“Ao preparar a força de trabalho para a Inteligência Artificial, apontam como pontos críticos a gestão de mudanças, seguida pela capacitação ou requalificação e transição do mindset e cultura para atender as novas demandas”, analisa a sócia-líder de Pessoas e Mudanças da KPMG, Patricia Molino.

Segundo o sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicação da KPMG, Luís Motta, um dos desafios é preparar as empresas para o avanço da Inteligência Artificial e a integração desta com a força de trabalho que reunirão mão de obra humana e digital.

“O que teremos será um novo formato de RH que utilizando aplicativos e novas habilidades para alavancar o valor significativo das tecnologias transformadoras como a Inteligência Artificial e análise de dados. Vemos ainda divergências com relação à percepção dos mileniums e dos líderes mais antigos nas empresas de tecnologia com relação aos impactos destas tecnologias no dia a dia das empresas: enquanto os primeiros são mais céticos com relação à geração de mais postos de trabalho os mais antigos apresentam maior otimismo, principalmente para as áreas de engenharia, estratégia e marketing”, explica.

Mudanças na força de trabalho como vantagem competitiva:

Cerca de 68% dos executivos da área de Recursos Humanos de companhias de tecnologia reconhecem a necessidade de uma transformação na força de trabalho. A pesquisa revela, ainda, como as mudanças da força de trabalho representam uma oportunidade para os líderes da área de RH oferecerem soluções que agreguem vantagem competitiva às empresas.

De acordo com a pesquisa, somente 50% das empresas têm um plano de implementação da formação da força de trabalho. Entretanto, diversas habilidades que os executivos da área de RH do setor de tecnologia devem dominar já estão identificadas como as seguintes: questões de serviços digitais empresariais; a ciência comportamental para a mudança efetiva de cultura e enfoque; vencer a guerra “pelo talento”; prever e modelar a força de trabalho para oferecer a força de trabalho do futuro e gerenciar múltiplas propostas de valor do empregado visando uma força de trabalho multigeracional e diversos tipos de empregados.

“Como a área de RH interage com todos os grupos funcionais, entendemos que os líderes desse setor têm uma visão geral da empresa, com posicionamento para dirigir os diálogos sobre como o ambiente de trabalho está evoluindo. O mais importante é o Recursos Humanos ser visto como líder na dinâmica de transição da nova força de trabalho e motivação dos empregados através de experiências diferenciadas”, afirma Molino.

Para ter acesso à pesquisa, acesse o link.

*Sobre a KPMG: a KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory. Estamos presentes em 154 países e territórios, com 200.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente 4.000 profissionais, distribuídos em 22 cidades localizadas em 13 Estados e Distrito Federal. Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG tornou-se uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilhamos valor e inspiramos confiança no mercado de capitais e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de mudanças sustentáveis em nossos clientes, governos e sociedade civil.

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