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Jogos Olímpicos de Tóquio: reconhecimento facial de 300 mil pessoas

Intel anuncia uma série de novas tecnologias que serão utilizadas em Tóquio, no próximo ano, incluindo nas transmissões dos jogos.

Wellington Arruda

11/09/2019 às 16h30

Foto: Intel/Divulgação

No que depender da Intel, os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, serão repletos de tecnologias. Em anúncio realizado nesta quarta-feira (11), a empresa divulgou uma série de medidas para o evento.

A empresa destaca que os três pilares que serão levados para Tóquio são conectividade, computação e experiência. Para tal, será implementada uma solução de rastreamento 3D dos atletas utilizando inteligência artificial.

Essa tecnologia, que usará câmeras (4K) móveis, deverá ser utilizada para criar sobreposições visuais nas transmissões. Por exemplo, além de capturar os eventos, elas permitirão a adição de efeitos para análises e afins.

Ela é chamada de '3D Athlete Tracking', ou '3 DAT', e deverá funcionar quase em tempo real.

O gerente geral do Programa Olímpico da Intel, Rick Echevarria, afirma que "esta é realmente uma boa oportunidade" para a empresa demonstrar microprocessadores que vem sendo desenvolvidos "há muitos anos".

O executivo também destaca a oportunidade para mostrar o trabalho da Intel "em software, algoritmos e em experiência no aprimoramento de transmissões".

Desta forma, a Intel cita que o plano é se tornar o principal fornecedor dos eventos em relação às transmissões. Estas envolvem eventos como boxe, vôlei de praia e as cerimônias de abertura e encerramento.

"Os espectadores também poderão experienciar os eventos de uma forma ainda mais imersiva com realidade aumentada", disse Yiannis Exarchos, diretor executivo de serviços do Canal Olímpico.

Reconhecimento facial

Os chips da Intel serão utilizados em sistemas de reconhecimento facial. Echevarria informa que cerca de 300 mil pessoas, "incluindo atletas, voluntários, jornalistas e funcionários", farão parte desse banco.

A ideia é controlar melhor, e com mais tecnologia, as pessoas que entram e saem das instalações olímpicas. "Nós vamos enviar as credenciais com fotos dessas pessoas para manter os sistemas seguros", disse o executivo.

Na ocasião, Echevarria também destacou cinco pontos onde a tecnologia de reconhecimento facial fará diferença:

  • Será mais rápido para a credencial;
  • Ajudará os sistemas de segurança;
  • Ajudará no controle de participantes e pessoas por evento;
  • Melhorará a infraestrutura do local;
  • Tornará a entrega do evento de forma confortável.

O executivo também relaciona que soluções como esta "tendem a oferecer uma melhor entrega dos jogos e da experiência".

US$ 500 mil em prêmios nos Esports

A galera dos jogos eletrônicos terá a oportunidade de participar do Intel World Open. Em parceria com a ESL, a Intel fará torneios de Street Fighter ao redor do mundo, mas as finais acontecerão em Tóquio.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) não definiu os esports como um "esporte de medalha", mas a Intel trará esse destaque durante a ocasião.

Mark Chang, head da Intel Gaming, diz que a empresa está comprometida neste ponto por dois motivos: "somos amantes de tecnologia e gamers."

Ele explica que o Intel World Open é um campeonato onde "qualquer um, em qualquer lugar, possa participar".

A companhia escolheu Street Fighter V como um dos games participantes. Chang explica que a escolha foi por causa da notoriedade da série, há 32 anos no mercado. Também, em parceria com a Psyonix, Rocket League fará parte das competições.

Uma qualificatória online acontecerá no primeiro trimestre de 2020, e aí qualquer pessoa poderá participar e se juntar à equipe nacional. Em seguida, haverão novas qualificatórias em junho, na Polônia, com as equipes que avançarem

Em seguida, em julho, os participantes que passarem poderão participar dos jogos em Tóquio, na final, na frente de uma audiência. Há uma premiação de US$ 500 mil, dividida igualmente entre os dois games.

5G em Tóquio

Durante os jogos, a Intel e a Cisco também fornecerão conectividade 5G. Ela deverá ser utilizada para permitir um modelo de conectividade gigabit para as experiências que a empresa propõe, especialmente de transmissão.

As duas companhias fornecerão uma rede segura, confiável e flexível durante a operação e execução das transmissões. Isso inclui os 42 locais de competição, o Estádio Olímpico e lugares como a vila dos atletas, sedes das equipes, instalações, hotéis e outros.

A participação ativa da Intel em Tóquio 2020 também chega num momento crucial. A empresa vem perdendo espaço no mercado de CPUs de consumo; por outro lado, a rival AMD expande suas operações.

O VP corporativo e gerente geral de plataformas de nuvem da empresa, Jason Grebe, confirmou que a empresa passou "por problemas de fornecimento nos últimos seis a 12 meses". A Intel, inclusive, deixou de lado seus esforços em chips para dispositivos móveis.

Para o futuro, o executivo informa que a Intel será "mais agressiva" para recuperar sua participação no mercado.

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