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Lei de terceirização em TI: onde estamos?

Vantagens e desvantagens para quem utiliza o setor.

*Frederico Queiroz

05/09/2019 às 16h08

Foto: Shutterstock

Não é de hoje que as empresas estão se reformulando no modo de atuar, a terceirização de serviços é um exemplo desta realidade que está ganhando cada vez mais força, principalmente, no setor da tecnologia da informação (TI). Em 2017, muito se falou sobre a Lei de Terceirização (nº 13.429/2017), no mês de março o Governo sancionou o projeto que permite a mudança de qualquer atividade fim de uma empresa.

Com isso, o cenário da tecnologia vem em decorrente evolução, como exemplo temos o uso da terceirização voltada à atividade empresarial. De modo que, as empresas têm sido obrigadas a modificar seu negócio, priorizando todos os setores de excelência dentro dos serviços, além de priorizar qualidade e segurança.

Apesar da lei entrar em vigor nos últimos anos, há algum tempo a área de TI já havia deixado de ser apenas um detalhe dentro das organizações e passou a ser uma necessidade estratégica que está diretamente ligada ao sucesso do negócio.

Aquecidas pela mudança no setor, as empresas que utilizam os serviços e as que prestam compreendem que a terceirização é uma alternativa extra, pois alinha as expectativas e demandas de acordo com o planejamento já existente. A facilidade de contratação sob demanda também é determinante, pois a companhia em muitos casos só paga pela capacidade utilizada, fator que favorece a agilidade estratégica e torna um atrativo para quem busca pegar a onda positiva do setor.

Boas razões levam as empresas a entregarem seus serviços de TI para empresas de suporte técnico, entre elas, foco no core business onde a atividade deixará o empresário livre para se dedicar às tarefas que mais impactam o seu negócio. Economia com despesas pois através do uso é possível poupar até 25% dos gastos com suporte. Flexibilidade para as soluções mais adaptáveis que precisam de processos ágeis, aumento da produtividade onde os pequenos problemas operacionais serão resolvidos por profissionais qualificados e que dominam a área.

Porém, assim como em todas as situações do mundo corporativo, existem os ônus e os bônus, no uso da terceirização não é diferente, pois o trabalho não deve ser visto como solução única e livre de transtornos.

Entre as desvantagens está a integração da equipe de novos técnicos com o time empresarial, escolha da empresa de terceirização ideal, atualmente o mercado tem oferecido muitas opções e para que sua escolha seja assertiva é necessário que antes de exista uma pesquisa e busca de informações sobre a reputação da empresa. Outro erro pode estar no foco apenas na redução de custos fazendo com que a organização opte por parceiros pouco profissionalizados, onde as necessidades não serão atendidas e a visão sobre terceirização poderá sofrer mudanças.

Desta forma, agora, acredita-se que a terceirização em TI tende a ser uma relação menos conflituosa. Até pouco tempo, existia uma divergência de interpretação em relação ao que é considerada atividade meio e as chamadas atividades-fim. E você, optaria por qual tipo de serviço para a sua empresa?!

*Por Frederico Queiroz, CEO da NetSupport. Com atuação de 20 anos no mercado de tecnologia, fundou em 2014 a NetSupport, plataforma digital de suporte técnico de TI, com o objetivo de oferecer serviços com qualidade e preço acessível para todo o país. A startup faz a conexão entre técnicos de informática e empresas com necessidade de manutenção e suporte em TI.

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