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Maior rede de bots de spam do mundo tem queda drástica no 1º tri

Guilherme Borini

03/05/2017 às 11h07

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Relatório da Kaspersky Lab mostra que, no primeiro trimestre de 2017, a Necurs, a maior rede de bots de spam do mundo, registrou um drástico declínio em seu tráfego de e-mails fraudulentos: de mais de 35 milhões de e-mails fraudulentos em dezembro de 2016 a quase 7 mil em março de 2017. Além disso, a empresa detectou cibercriminosos tentando usar canais alternativos, a fim de ignorar os filtros de spam.

O relatório também identificou que a parcela global de spam correspondeu, em média, a quase 56% do tráfego de e-mail do primeiro trimestre, em comparação com 59,9% no quarto trimestre de 2016. Outro número destacado pelos especialistas é que o total de anexos de malware no tráfego de e-mail diminuiu 2,4 vezes em relação ao trimestre anterior.

Ainda, mais da metade de todos os ataques de phishing foram direcionados ao setor financeiro, incluindo bancos (quase 26%), sistemas de pagamento (mais de 13%) e lojas virtuais (quase 11%).

Por fim, o estudo conclui que o Brasil está entre os 10 principais países fontes de spam e entre os 10 principais países alvo de e-mail mal-intencionado. O País também ocupa a 2ª posição dos 10 melhores países por porcentagem de usuários atacados.

A decadência da botnet Necurs
Em 2016, os pesquisadores da Kaspersky Lab identificaram um grande crescimento dos spams com anexos maliciosos, especialmente malwares de criptografia. A maior parte desse tráfego veio da botnet Necurs, atualmente considerada a maior botnet de spam do mundo. No entanto, no final de dezembro de 2016, essa rede praticamente parou e não apenas para os feriados de fim de ano. Os spams da botnet ficaram em um nível muito baixo quase durante todo o primeiro trimestre de 2017.

Aparentemente, os criminosos ficaram intimidados com o grande alarde em torno dos malwares de criptografia e decidiram suspender os envios de e-mail em massa. Contudo, é pouco provável que essa decisão resulte na extinção desse vetor de ataque.

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