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Mais de um quarto de CIOs de governo prevê queda no orçamento neste ano

07/05/2014 às 10h58

Mais de um quarto de CIOs de governo prevê queda no orçamento neste ano
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O orçamento dos governos para tecnologia deve ser menor, com mais frequência do que as empresas. Em levantamento feito pelo Gartner, 26% de CIOs governamentais mencionaram diminuição da verba em comparação com 17% dos CIOs no geral que preveem o mesmo acontecimento.
Ainda assim, o número é ligeiramente menor comparado com o ano passado, quando 27% dos CIOs de governo previam queda no valor investido em TI. "Contudo, com aproximadamente 75% dos CIOs reportando orçamento estável ou crescente pelo segundo ano consecutivo, muitos deles têm uma oportunidade para construir capacidade de gerar alto valor em áreas como serviços móveis e business analytics, enquanto reestruturam o portfolio de TI para incluir mais software como serviço (SaaS) e soluções em nuvem pública", pondera o diretor de pesquisa do Gartner Rick Howard.
A figura é menos otimistas entre governos que permanecem sob intensa pressão para cortar programas e serviços, incluindo defesa. Ao longo de 2013, rápidas mudanças na gestão e gastos de TI aconteceram em governos federais, puxadas em parte por alternativas comerciais de menor custo.
No geral, os CIOs de governo estimam que 33% dos gastos com tecnologia agora estão sendo realizados por unidades de negócio, fora da autoridade da TI. Isso indica uma necessidade para eles rapidamente se diferenciarem com soluções de TI de altíssimo valor agregado em relação à TI "commoditizada", tradicionalmente ligada ao departamento de tecnologia.
Os governos correm o risco de cair em deficiência de TI em longo prazo se eles falharem em desenvolver e reconhecer profissionais e executivos da área que são econômicos.
Além disso,  organizações governamentais com chief digital officers (CDO) ficama na casa de 5% em 2014, atrás dos 6,6% do resultado global que envolve o setor privado em seus diferentes segmentos de atuação. O Gartner acredita que isso não é surpresa, porque no setor público é "extremamente difícil fazer business cases e obter financiamento sustentável para qualquer posição c-level ou de TI". A exceção é em municípios, onde a digitalização e o desenvolvimento digital é uma prioridade e há vontade de captar talentos para suportar iniciativas dessa natureza.
A área digital não é a única que irá passar por transformações. Segundo a pesquisa, mais de 75% de CIOs de governo indicam que irão mudar sua abordagem de tecnologia e fornecedores nos próximos três anos. Ainda, 60% dos CIOs de organizações públicas estão gerindo um odelo misto de provedores, com 26% dependendo em principalmente de iniciativas dentro de casa e 13% cuja principal dependência é outsourcing.  Segundo o Gartner, esse padrão é consistente com a visão geral dos CIOs.
"Com três quartos dos CIOs de governo reportando que vão mudar sua abordagem de tecnologia e fornecedores nos próximos três anos, a necessidade pelo papel do 'IT broker' vai aumentar significativamente", conta Howard. "Ao mesmo tempo, CIOs de governo estão reestruturando seu portfólio para fornecer serviços e tecnologias com maior valor ao 'negócio', como analytics avançado e gestão de processos de negócio (BPM)", conclui o especialista.
O CIO do setor público com mais sucesso será aquele capaz de gerir a TI de maneira efetiva em um ecossistema cada vez mais diverso em termos de fornecedores e soluções, combinando conhecimento especializado de práticas e políticas de governo com o papel executivo, de modo a promover padronização de arquitetura, interoperabilidade, robustez, agilidade e segurança da TI corporativa, finaliza.

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