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Mercado de smartphones em 2020: o que podemos esperar?

Separamos uma lista com tendências e expectativas para os próximos meses

Wellington Arruda

24/12/2019 às 9h28

Foto: YouTube/Reprodução

Muita coisa muda em dez anos. Lá em 2010, o Android conquistava 25,5% do mercado global de smartphones após vender 20 milhões de unidades no terceiro trimestre do ano. Já a Apple, fechou o período com 16,7% com a fatia global, vendendo 13 milhões.

O primeiro lugar, nessa época, era do sistema Symbian; no período, 29 milhões de smartphones com o sistema operacional foram comercializados.

O ranking das fabricantes, de acordo com o Gartner, era o seguinte em 2010: Nokia em primeiro (28,2%); Samsung em segundo (17,2%); LG em terceiro (6,6%); Apple em quarto (3,2%).

No terceiro trimestre de 2019, assim está o ranking, também segundo o Gartner:

  • Samsung em primeiro (20,4%);
  • Huawei em segundo (17%);
  • Apple em terceiro (10,5%);
  • Xiaomi em quarto (8,3%);
  • Oppo em quinto (8%).

Das cinco fabricantes mais bem posicionadas, ou seja, das que mais venderam, três são chinesas. E tudo isso tem uma boa explicação: ao descentralizar "quem" lança produtos inovadores, empresas chinesas ganham papel de protagonistas.

E isso acontece por uma série de fatores, como a chegada de produtos de boa qualidade com preço acessível. E das empresas se tornarem marcas fortes, deixando de lado o estigma, também fortalecido no ano de 2010, de "celulares sem marca".

O ano de 2020 chegou rápido. A década também nos reservou muitas surpresas: além da nova tecnologia de conectividade de quinta geração, as peças dos smartphones são, hoje, completamente diferentes.

O que esperar, então, para smartphones no próximo ano?

5G, mas não para nós

O 5G, para o Brasil, seria muito mais que uma conquista tecnológica. A chegada da nova rede deve impulsionar mercados, setores, indústrias. Mas a estimativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é de que a tecnologia só seja implementada por aqui em 2021.

A tecnologia promete envolver bilhões de dispositivos conectados com alta velocidade. Para isso, baseia-se em conectividade de baixa latência. O que também envolve dispositivos de internet das coisas (IoT), aplicações médicas, ganhos de uso em Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (RA).

Para o consumidor final, a promessa é de que o 5G seja até cem vezes mais rápido do que o atual 4G, considerando a velocidade teórica. A nova tecnologia tende a alcançar conexões de 10 Gbps.

Dobráveis

Na realidade, “smartphones dobráveis” já existem há anos. A diferença, porém, é que agora as suas telas também podem dobrar. Ainda há muito o que evoluir até que a tecnologia se torne mais acessível, confiável, duradoura e adaptada.

Mas, em 2019, já vimos algumas coisas interessantes acontecendo envolvendo os smartphones de tela dobrável:

  • O Google já está adaptando o Android para dispositivos do tipo (1);
  • Samsung lançou, depois de contratempos, o Galaxy Fold no mercado;
  • Huawei lançou, depois de contratempos, o Mate X no mercado;
  • A Motorola anunciou o remake do Razr e fez muito barulho. E, inclusive, foi adiado.

E, sério, esses são só alguns pontos mais palpáveis da tecnologia. Ainda temos alguns casos bizarros, tipo o irmão do Pablo Escobar lançando um aparelho do tipo.

Para o próximo ano, mais fabricantes deverão apostar nesse tipo de tecnologia. Não diremos que deverá ser o ano da popularização, mas certamente será desafiador.

Seu celular, sua câmera

Atualmente, fabricantes como a Xiaomi já trazem câmeras de 100 MP para seus smartphones. Isto é algo que também pode ganhar mais expressividade em 2020.

A própria Samsung, que atualmente está no topo do mercado, já possui um sensor de câmera próprio com 108 MP, o Isocell Bright HMX. Logo no começo de 2020, os rumores apontam que o Galaxy S11 poderá ter câmera principal com tal capacidade.

Mas, além dos rumores, a fabricante de chipsets Qualcomm apresentou em dezembro novidades empolgantes relacionadas à fotografia com o novo Snapdragon 865. Entre elas, a fabricante adota suporte para imagens de até 200 MP e gravação de vídeos em 8K.

Carregamento ultrarrápido

Quando falamos da bateria dos smartphones, duas coisas são, hoje em dia, essenciais: 1) que elas não sejam frustrantes; e 2) que sejam carregadas rapidamente.

Ao final de 2019, muitas fabricantes já haviam adotado tecnologias de carregamento rápido nos seus dispositivos. Mas, por exemplo, um iPhone 11 de R$ 4.999 traz um carregador de 5W na sua caixa;

Por outro lado, já temos empresas como Huawei e Samsung, que oferecem carregadores de 40W e 45W, respectivamente. A empresa Oppo também já fez sua jogada com um carregador de 65W.

Assistentes conectadas

Em 2020, também deveremos sentir um pouco mais de protagonismo das assistentes virtuais em smartphones. As duas mais populares, atualmente, são Google Assistente e Siri. A tendência é de que elas se tornem mais integradas às necessidades dos usuários.

O movimento também é visto em caixas de som inteligentes. Mas, especificamente sobre smartphones, elas continuarão oferecendo serviços e integração com outros aplicativos.

Essa mesma aposta também é vista de forma positiva pelas fabricantes. A LG, por exemplo, traz em seus dispositivos um botão dedicado para acionar o Google Assistente. A Samsung também já fez isso, com foco na sua assistente Bixby.

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