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Busca por eficiência e diferenciação pauta investimentos em TIC nos próximos meses

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em Mercado

2 anos atrás

As adversidades econômicas do mercado brasileiro carimbaram 2016 como um ano desafiador. Em razão de cenário, o setor de TIC no Brasil crescerá 2,6%, segundo dados da consultoria IDC, abaixo dos 5% estimados para o ano anterior. E o que deverá movimentar o segmento será a busca por eficiência e diferenciação competitiva.

“Empesas estão percebendo que só reduzir custos não se sustenta. Com isso, companhias vão se diferenciar para ganhar clientes por meio de novas frentes”, sintetiza Pietro Delai, gerente de consultoria e pesquisa Enterprise da IDC Brasil. Essa movimentação, segundo Delai, será benéfica fazendo com que TI e negócios estejam cada vez mais entrelaçados.

De acordo com ele, novos modelos de negócios continuarão a ganhar espaço, suportados pela terceira plataforma – cloud, mobilidade, mídias sociais e big data. Veja abaixo as dez previsões da consultoria para o mercado de TIC neste ano.

1. Mais da metade das empresas no Brasil vai embarcar na transformação digital

Luciano Ramos, coordenador de pesquisa de Software da IDC Brasil, destaca que a transformação digital vai mexer em muitos aspectos corporativos. “Negócios mais direcionados para o mundo digital ganharão espaço em 2016, suportados pela terceira plataforma. Empresas estão migrando do modelo transacional para o digital, calcado em inteligência”, avalia.

Segundo ele, novas aplicações serão desenhadas para rodarem em cloud, com grande atenção para customer experience (CX, na sigla em inglês). Assim, CIOs tradicionais, que só olham para bits e bites, vão perder espaço para aqueles que conseguem liderar esse processo. “CIOs e CTOs precisam ajustar seus papeis para serem habilitadores do movimento da transformação digital”, aconselha.Essa onda é tão intensa, que Denis Arcieri, country manager da IDC Brasil, indica que em 2015 já começou a surgiu um novo posto: o de conselheiro digital. “Um profissional que faz parte do conselho analisa como a empresa está se movendo digitalmente”, observa.

2. Vendas de dispositivos móveis seguem elevadas apesar da queda

Embora o desejo do consumidor de comprar dispositivos móveis seja alta, a alta do dólar e outros elementos vão atrapalhar a efetivação da compra. “Isso terá forte impacto no mercado. Ainda que em queda em comparação com o ano passado e da retração do mercado consumidor, a venda de celulares deve somar 40 milhões, de PCs 6 milhões e de tablets 5 milhões”, contabiliza Reinaldo Sakis, gerente de Consultoria e Pesquisa Consumer da IDC Brasil.

3. Internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) vai movimentar US$ 4,1 bilhões no Brasil 

No mercado corporativo, empresas migrarão aplicações tradicionais, como telemetria e monitoramento, para IoT, movimentando US$ 4,1 bilhões. No âmbito doméstico, por enquanto, diz, Sakis, a adoção de IoT é pequena, embora gere interesse do público. A estimativa para este ano é de que dispositivos domésticos conectados à web movimentem cerca de US$ 37 milhões em solo nacional.

4. Em 2016, pagamentos móveis ganharão massa crítica

O coordenador de Pesquisas de Telecom da IDC Brasil, João Paulo Bruder, relata que neste ano os pagamentos móveis vão superar 30% de todas as operações financeiras. Em 2014, o pagamento móvel foi utilizado em 10% das transações financeiras e a internet em 40% dos casos. “Todos os envolvidos no ecossistema de pagamentos móveis serão beneficiados”, afirma.

5. Operadoras de telecom enfrentarão cenário inédito

E esse cenário, segundo Bruder, não é de crescimento. “Haverá declínio na receita com serviços de telecom para o segmento business em 0,5% e o salto não será no mesmo ritmo observado anteriormente”, assinala. Além disso, a constante queda no uso de voz, fará com a receita de dados supere a de voz.

6. Mobilidade corporativa focará na eficiência com maior controle

Ramos, coordenador de pesquisa de Software da IDC Brasil, alerta para uma movimentação curiosa neste ano. “Cerca de 50% das companhias vão restringir o bring your own device e mais de 70% terão algum tipo de controle associados à mobilidade”, conta. Na prática, isso significa que as companhias vão aumentar o nível de controle com a mobilidade e que vai preferir que seus funcionários usem dispositivos móveis da empresa em razão dos temores com a segurança.

7. Poucos elementos na tecnologia terão crescimento tão intenso quanto cloud 

Delai indica que o mercado de cloud computing vai registrar expansão de dois dígitos. Isso vai acontecer porque a TI está sob pressão para migrar seus custos fixos para variáveis. 

Os grandes focos serão infraestrutura como serviço (IaaS, na sigla em inglês) na modalidade pública, fazendo com que a nuvem pública cresça 20% até o final da década. Além disso, Delai pontua que, ao contrário do movimento global de consolidação de players de cloud, no Brasil espera-se a chagada de empresas de nuvem, fortalecendo o mercado local de cloud.

8. Segurança precisará evoluir para acompanhar novos contextos

Ramos afirma que o avanço de tecnologias da terceira plataforma exige nova abordagem de segurança. Segundo ele, a participação do orçamento de segurança vai avançar ao menos dois pontos percentuais no orçamento de TI. Além disso, prossegue, questões de governança entram na pauta de discussões dividindo a atenção com tópicos como acesso e conectividade.

9. Projetos de analytics vão se multiplicar, impulsionados pela necessidade de resultados de curto prazo

Outro item destacado por Ramos foi o crescimento de projeto de Business Analytics (BA). “Isso é fruto do alinhamento entre TI e negócios. Em 2016, o mercado de BA deve atingir US$ 811 milhões no Brasil, crescimento acima do mercado de software”, diz. De acordo com ele, a escassez de profissionais preparados para BA ainda será um desafio neste ano e começará a se resolver em 2017.

10. A busca por incremento de receitas e diferenciação acentuará o interesse em social business e customer experience

Com o cenário mais adverso em 2016, a diferenciação competitiva será um mantra e terá o pilar de Social como alavancador, destaca Ramos. Entre as médias e grandes empresas, uma em cada quatro empresas vai iniciar projetos voltados para social em 2016.


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