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Inpe desenvolve equipamento para projeto que detectou ondas de Einstein

Por Redação*

em Mercado

3 anos atrás

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTIC) está construindo equipamentos para o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (Ligo, em inglês), responsável pela detecção de ondas gravitacionais, em setembro do ano passado. 
Além de colaborar com o projeto Ligo na análise de dados que confirmaram o fenômeno, previsto por Albert Einstein há cem anos na Teoria da Relatividade Geral, o instituto fornecerá atenuadores de ruídos para a etapa do Ligo programada para entrar em operação em 2023.
O pesquisador César Costa explicou que os atenuadores que estão sendo desenvolvidos são pêndulos alinhados, um dentro do outro, que enfraquecem oscilações. 
A tecnologia é 100% nacional e está sendo desenvolvida no Laboratório de Integração e Testes do Inpe, em São José dos Campos (SP), com investimento de R$ 500 mil provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTIC).
Odylio Aguiar, também pesquisador, acrescenta que o Ligo observará todo o universo conhecido. A ideia é aprender como funciona o relacionamento entre a força da gravidade e a mecânica quântica, e isso poderá dar pistas de uma teoria da mecânica quântica que explique essas e outras questões, como energia escura.
Atualmente, participam do Ligo mais de 1 mil cientistas de cem instituições de 16 países, incluindo seis pesquisadores do Inpe. Os detectores do Ligo estão localizados em Livingston, Louisiana, e Hanford, Washington, nos Estados Unidos. Separados por cerca de 3 mil quilômetros, cada observatório é composto por duas estruturas perpendiculares entre si, com 4 Km de extensão cada, nas quais os feixes de laser “viajam” por meio de um túnel de alto vácuo. O padrão de interferência desses dois feixes muda quando uma onda gravitacional passa por esses túneis.
Além de descobertas sem precedentes, o Ligo trouxe benefícios paralelos para a ciência contemporânea e para o futuro da recém-inaugurada astronomia de ondas gravitacionais. Segundo Odylio, o desenvolvimento tecnológico e a inovação industrial gerada pelo projeto resultaram em avanços para diversos setores. 
*Com informações do MCTI

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