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LGDP: adaptação acarretará em custos de evolução, indica estudo

Por Redação

em Cenário

3 meses atrás

Levantamento da Abrahosting revela que 50% dos provedores precisarão contratar consultoria jurídica, enquanto investimentos em segurança vão superar 10%

A Abrahosting – Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet – acaba de concluir uma pesquisa sobre os impactos da nova Lei Geral de Segurança de Dados Pessoais (LGPD) sobre os negócios e investimentos do setor.

Segundo o presidente da Abrahosting, Vicente Moura Neto, uma parte dos empresários do setor avalia que a adaptação ao novo marco regulatório irá acarretar em custos de evolução ou adaptação da infraestrutura que podem impactar as receitas em um primeiro momento.

Mas, na opinião do executivo, a avaliação de impacto não deve ser interpretada como uma desaprovação do setor em relação ao novo marco regulatório, e sim uma consideração apenas conjuntural. “O setor como um todo espera que, no médio prazo, a Lei traga melhorias no ambiente jurídico, o que nos colocará em situação de igualdade com a concorrência internacional na questão do zelo com dados pessoais, de modo que o saldo final será extremamente positivo”, considera ele.

Pelos dados do levantamento, 60% das associadas Abrahosting se declaram relativamente preparadas para responder às exigências da Lei, enquanto 20% estão totalmente preparadas e as restantes, em igual número, se encontram ainda longe de atender os requisitos.

A grande maioria dos provedores (70%) afirma já estar apta a responder a um dos pontos mais controversos da LGPD, que é a exigência de possuir um profissional de dados, que passa a ser responsável, por Lei, por desenvolver relatórios – com validade forense assegurada – sobre segurança e violação de dados na estrutura. As demais 30% das empresas ainda não dispõem deste profissional e estão avaliando alternativas como a contratação de técnicos ou a terceirização da auditoria.

Em situação semelhante, 70% das empresas já dispõem de contratos de permissão e controle de uso de dados (a serem assinados por usuários) integralmente compatíveis com a LGPD, sendo que outros 10% estão operando adaptações em contratos já existentes e 20% das empresas precisarão rever totalmente seus modelos de permissão.

A movimentação do setor de hospedagem para se adequar à LGPD está levando metade (50%) das associadas da Abrahosting a avaliar a contratação de consultores e escritórios de advocacia para a revisão de processos de gestão de dados em função das diretrizes do texto. Outros 40% dos participantes da pesquisa afirmaram já dispor de consultoria externa, enquanto os demais 10% afirmaram dispor de departamento jurídico próprio.

Para os associados da Abrahosting, a Entidade oferece facilidades de contratação de serviços de sua própria consultoria Jurídica, através do escritório especializado em contratos e em direito digital, Assis e Mendes Advogados.

Investimentos em TI

Ao longo do último exercício, as empresas do setor de hospedagem investiram cerca de R$ 140 milhões em tecnologia da informação, dos quais a parte mais expressiva se dirigiu para itens de segurança e governança de dados.

Na visão de Gustavo Morgado, diretor de tecnologia da Abrahosting, os investimentos em tecnologia devem se ampliar, este ano, ultrapassando os 10% históricos do faturamento que o setor destina ano a ano para esta área, principalmente em questões relacionadas à gestão segura de dados, o combate ao vazamento e à fraude e ao gerenciamento de eventos de segurança na estrutura das empresas.

Pela pesquisa da Abrahosting, a segurança de perímetro continua sendo uma das principais preocupações dos provedores. Para 60% das empresas, os itens de segurança relacionados a esta rubrica irão receber “muito investimento” nos próximos meses, em função da LGPD, sendo que os tópicos mais citados são as soluções WAF (Web Application Firewall, citado por 60%) e Sistema de Gerenciamento de Eventos (SIEM) e Centrais Unificadas de Firewall (ambos também citados por 60%).

O setor fará investimentos moderados em tecnologias de tokenização (emprego de dispositivos físicos para autenticação de usuários privilegiados, com 40% de citações) e sistemas de cofre de senhas (40%). Os testes de penetração estão sendo considerados como prováveis investimentos por 30% das associadas Abrahosting, enquanto outros 70% afirmam precisar investir “muito” em soluções de monitoramento de dados, capazes de proporcionar auditoria e rastreamento de informações pessoais por parte do próprio usuário.

Na avaliação de Vicente Moura Neto, as disparidades de respostas entre as associadas Abrahosting (algumas plenamente ou quase totalmente conformes às exigências da LGPD, e outras bem menos) se devem, em grande parte, às especificidades de negócio em que estas empresas se envolvem. “Uma parte considerável das empresas tem atuação histórica no mercado B2B e não tinha responsabilidade tão direta com a gestão de dados pessoais sensíveis, o que com a nova Lei muda tudo”, completa o executivo.


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