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O que podemos esperar da transformação digital nas empresas em 2019

Por Leo Monte*

em Cenário

2 semanas atrás

Blockchain, chatbots, Realidade Aumentada e mais. Quais tecnologias devem estar no radar da sua empresa neste ano? Confira

Vou ir direto ao ponto: as iniciativas digitais vão liderar a lista de prioridades dos CIOs em 2019, com 33% das empresas nas etapas de escala ou refino da maturidade digital — um número acima dos 17% em 2018, segundo dados da Gartner. E digo mais, as previsões também apontam que o aumento nos gastos mundiais de TI serão 3,2% maiores do que este ano, passando dos US$ 3,7 trilhões investidos em 2018 para US$ 3,8 trilhões no ano que vem.

Sabemos que essa transformação digital já vem acontecendo, mas muito além da mudança tecnológica, essa transformação também exige mudança de cultura e habilidades das equipes envolvidas em realizar os esforços de modernização da TI. Para você ter uma ideia, apenas 4% das organizações não terão nenhuma iniciativa digital no próximo ano.

A transformação digital continuará a mudar a forma como fazemos negócios –  em todos os setores. Embora talvez seja um pouco difícil ver as mudanças que algumas dessas tecnologias estão fazendo, seu potencial para mudar a forma como trabalhamos, socializamos e interagimos é enorme  –  e suas implicações continuarão a se estender. Por isso, separei abaixo algumas tendências de transformação digital e de tecnologia que certamente irão fazer diferença nos seus negócios em 2019:

1. Blockchain crescendo, principalmente nos bancos e nas empresas

O setor bancário nacional tem feito inúmeros progressos com a tecnologia blockchain e o mais recente deles envolve duas grandes instituições bancárias. De um lado, o banco nacional Itaú Unibanco e, do outro, o grupo inglês Standard Chartered que juntos anunciaram no início de dezembro, a primeira transação de empréstimo sindicalizado usando a tecnologia blockchain. No total, o banco Itaú realizou uma captação de recursos no valor de US$100 milhões.

Assim como outros bancos no Brasil, como Bradesco e Santander, o Itaú vem estudando o potencial de aplicação da tecnologia blockchain já há um tempo. No início deste ano, o banco lançou o “Blockchain Collateral”, no processo de “chamada de margem” (solicitação e aporte de garantias de derivativos de balcão). Nessas operações, os bancos negociam o recebimento de garantias para mitigar flutuações do mercado em risco de crédito.

2. Chatbot vai te surpreender

Sei que você teve ou conhece alguém que se frustrou com um chatbot em 2018. Mas a boa notícia é que esse mercado tem evoluído constantemente no caminho do processamento de linguagem natural e análise de sentimentos. Pense nos serviços que poderiam ser prestados sem contribuição de um humano: linhas de fast Food, análise de empréstimo e algumas outras áreas. Além disso, a tecnologia permite que empresas obtenham insights e aprimorem seus serviços com base nas experiências. Cerca de 40% das grandes empresas adotaram ou irão adotá-lo até o final de 2019 — o que o torna uma das nossas principais tendências de transformação digital.

3. Analytics > Machine Learning > Inteligência Artificial

Os dados são essenciais para que as empresas possam tomar boas decisões sobre produtos, serviços, funcionários, estratégia e muito mais. O curioso é que pesquisas recentes mostram que criamos 90% dos dados do mundo somente no ano passado. Além disso, olha que oportunidade, estamos usando apenas 1% desses dados de forma eficaz. Com uma infinidade de empresas como Microsoft, SAP, SAS e Salesforce (apenas para citar algumas) mostrando liderança de mercado na questão de dados transformados em análise de negócios, há muito a ser feito por organizações orientadas a dados para realizar o poder disponíveis que estão coletando.

4. Realidade Aumentada sim. Realidade Virtual (ainda) não

Algo que não pegou (quando falo de negócio) é a questão de Realidade Virtual (VR). Me incomoda porque é legal, mas infelizmente não se torna viável quando colocamos o dinheiro na mesa. Já quando falamos sobre Realidade Aumentada (AR) — o irmãozinho menos sexy da VR — enxergo com bons olhos como uma tendência de transformação digital para 2019. A Realidade Aumentada contribui para treinamento nas empresas, o que significa que não é apenas legal, é útil. E é disso que trata a tecnologia. De fato, embora alguns achem que será lento, acredito que o desenvolvimento do AR crescerá no ano que vem.

5. As implementações tradicionais continuarão a desaparecer em 2019

As organizações mais focadas no futuro estão encontrando sucesso quando realizam verdadeiras transformações digitais. É que as implementações tradicionais de ERP (Enterprise Resource Planning), que trata-se de um software integrado de gestão empresarial que reúne numa única solução as informações gerenciais dos setores de uma empresa, estão se tornando cada vez mais obsoletas. Implementar o ERP como se fosse 1999 definitivamente não funciona mais. Em vez de visualizar as implementações de ERP como forma de automatizar as funções de back-office ou automatizar processos de negócios já ineficientes, as organizações mais inovadoras tecnologicamente encontrarão sucesso ao romper seu estado atual de organização.

6. Evolução do 5G Mobile pelo mundo

Já tem um tempo que escutamos falar sobre 5G, mesmo sabendo que o 4G ainda funcione adequadamente em certas localidades. Em resumo, estamos finalmente em um ponto em que começaremos a ver o 5G chegando de vez. Se você tem acompanhado as notícias dos eventos mundo afora, você viu que há um grande número de implantações fixas e de teste com empresas como Qualcomm, Intel, Nokia, Ericsson, Samsung e Huawei, todas entrando em ação. Também estamos vendo novas empresas tornando possível distribuir o 5G para áreas rurais e urbanas, abrindo caminho para que os provedores móveis — como ATT e Verizon — comecem a oferecer serviços inovadores. No Brasil ainda vamos esperar um pouco, mas fiquem espertos.

7. Para transformar é necessário que todos estejam preparados

Estar pronto para implementar tecnologia e adotar políticas organizacionais se tornará um pré-requisito para o sucesso. O gerenciamento de mudanças organizacionais será um diferencial crucial na transformação digital. As mudanças nos processos, nas culturas organizacionais e nos modelos de negócios tornarão as estratégias de gerenciamento indispensáveis. As organizações continuarão percebendo isso como análises preditivas, inteligência artificial e outros avanços tecnológicos que colocam mais pressão “popular” nas transformações digitais.

8. Nova métrica, o Retorno sobre a Inovação

Em 2019, as empresas medirão o Retorno sobre a Inovação para entender como as tecnologias digitais estão sendo benéficas para a empresa. Espera-se que os OKRs e KPIs desempenhem um papel cada vez mais importante. A automação de processos irá remodelar a experiência do cliente e trará um crescimento exponencial da automação — como machine learning, inteligência artificial e redes neurais — dará às empresas a capacidade de combinar cenários, aumentar a compreensão e tomar decisões preditivas em tempo real, sobre as necessidades e comportamentos dos clientes.

9. Preste atenção: healthtech e Agtechs

No Brasil temos mais de 250 startups voltadas à inovação no campo da saúde, sendo que o país figura como sétimo lugar na lista mundial de maiores mercados na área. Aqui, cerca de US$ 42 bilhões são gastos todos os anos com consultas e procedimentos clínicos particulares, incluindo os planos de saúde privados. Em 2017, de acordo com o relatório Breakout Year in Tech, da Inside Latin America, o setor de healthtech foi o segundo campo da tecnologia que mais cresceu na América Latina, com crescimento de 250% em relação ao ano anterior, 2016.

No Brasil, o agronegócio é um dos maiores motores que move a economia. Para este ano estima-se que a produção agropecuária bata o recorde de 2017, contabilizando 560 bilhões de reais em renda. Vale reforçar que o advento das agtechs tirou a hegemonia das grandes empresas do setor agroquímico mundial na corrida por novas tecnologias capazes de elevar o rendimento no campo.

10. Por último, mas não menos importante: Open Innovation

O termo foi criado por Henry Chesbrough, um estudioso das organizações, pesquisador e professor, conhecido pela Teoria da Inovação aberta. Chesbrough analisou o modelo de gestão da inovação utilizado nas empresas americanas ao longo do século XX e percebeu que era bastante fechado no que se refere ao surgimento das ideias e sua aplicação no mercado. Em termos de processo, a inovação aberta abrange o gerenciamento e a acumulação de ideias, conhecimentos, licenças, propriedade intelectual, patentes e invenções. Em termos de inovação, pode-se considerar inovação pelo usuário, inovação de marketing, inovação cumulativa e inovação distribuída. A teoria de inovação aberta corresponde a uma série de abordagens de inovação cujo elemento base é a inovação feita além dos departamentos de pesquisa e desenvolvimento das organizações.

*Leo Monte é cofundador da GR1D, autor da metodologia de inovação ShakeUP, especialista em Modelos de Negócio de Plataforma, Transformação Digital e Inovação


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