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Metodologias ágeis são para todos?

Segundo especialista, agilidade vem ganhando espaço nas empresas, mas não existe um modelo único para ser implementado

Déborah Oliveira

29/08/2019 às 9h19

Foto: Shutterstock

O estudo da IT Mídia Antes da TI, a Estratégia de 2019, revela que 37% das 645 empresas ouvidas já implementaram metodologias ágeis e que irão incrementar os investimentos nos modelos nos próximos 12 meses. Além disso, 16% informam que já implementaram e 28% deverão ingressar nessa jornada nos próximos meses.

Uma prova de que as metodologias ágeis, como Scrum, Design Thinking, Lean, Smart e Agile, vêm ganhando espaço nas empresas, que buscam no modelo uma forma de acelerar a transformação e mudar os seus negócios.
Para Carla Krieger, diretora da Aleia – Soluções em transformação de negócios, PMP, SAFe 4 Agilist, CSM e ITIL–F, metodologias ágeis realmente estão tomando uma proporção gigantesca nas corporações. Contudo, não há uma receita de bolo e não existe um modelo único e padronizado que deve ser implementado em todas elas.

“Existe um modelo híbrido, que se aplica conforme a cultura da empresa e projeto. O segredo é adaptar para o negócio. O que acontece geralmente é que empresas caem em frustrações ou insucessos por achar que o modelo X que gerou bons resultados na empresa Y, resolverá todos os problemas para eles também”, ponderou ela.

A executiva abordará o tema no IT Forum X, que acontece nos dias 16 e 17 de outubro, em São Paulo, na palestra “Agilidade X Cultura Organizacional?”. Com experiência em projetos ágeis, Carla indicará alguns frameworks de escalabilidade e como cada um deles se encaixa para cada tipo de negócio, dos mais ou menos hierárquicos.

Cuidado com a cultura

Carla revelou que não importa o modelo escolhido pelas empresas, o alerta está sempre na cultura. “Esse é o grande desafio dos projetos de transformação”, reforçou. Segundo ela, muitas vezes, as metodologias ágeis são impostas pelos líderes, mas em alguns casos os times não compram a ideia e a implementação torna-se extremamente complexa. Se a companhia não trabalha na sensibilização o trabalho de mudança é uma grande pedra que precisa ser quebrada.

Apesar de as metodologias ágeis terem surgido na TI, começam agora a se espalhar para outras áreas. Carla revelará no palco do IT Forum X empresas de construção e siderurgias que já estão usando o modelo de forma corporativa.
“As empresas que conseguem entender o verdadeiro valor da cultura ágil entregam valor aos clientes, ao melhor estilo ‘customer centric’. Foco no cliente e empatia são os grandes benefícios dessa estratégia”, finalizou ela.

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