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Morar de aluguel é o futuro, o mercado imobiliário precisa se transformar

Metade da população alemã já não vive mais em casas próprias, esse movimento ocorre no país desde o fim da 2ª guerra mundial.

*Jardel Cardoso

05/10/2019 às 12h31

Foto: Shutterstock

Países desenvolvidos, como a Alemanha, observam um movimento bastante curioso e que está se tornando uma tendência entre a nova geração. Metade da população alemã já não vive mais em casas próprias. Os brasileiros podem se chocar com essa realidade, mas este movimento ocorre no país europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial, há quase 75 anos.

Quando o conflito acabou, dezenas de novas construções foram erguidas para substituir o cenário de destruição. Só que os alemães viviam um momento de recessão e não conseguiam arcar com os financiamentos. A solução foi alugar. Desde então o comportamento se tornou cada vez mais comum lá e em outras nações que compartilham uma história semelhante.

O que manteve esse comportamento não foi apenas uma questão histórica. Há uma tendência crescente a favor do desapego que tem se expandido pelo mundo. Por aqui, o sonho da casa própria ainda é bastante presente em nossa cultura. Cerca de 72% dos brasileiros vivem em seus imóveis e muitos estão endividados por conta disso. Entretanto esta realidade deve mudar nos próximos anos não apenas por uma questão financeira. A análise da situação atual comprova: percebe-se que o número de aluguéis aumentará 19% até o fim de 2019. E a perspectiva é que o crescimento se manterá pelos próximos cinco anos.

O mercado imobiliário continuará avançando com a construção de novos imóveis planejados para uma geração que já não quer mais se manter em um só lugar e tampouco está interessada em assumir uma dívida de anos como a de um financiamento. Por mais que ocorra a baixa dos juros, esperada pela economia, morar de aluguel é uma facilidade que se adapta ao estilo de vida de pessoas que planejam investir mais em conhecimento, viagens e estão mais desapegadas de bens materiais.

Estudos recentes evidenciam muito bem para onde caminhará o mercado imobiliário. Pesquisa da agência Today, agência de transformação digital, mostra que 80% dos millennials preferem morar em um imóvel alugado. Isso porque as relações com o trabalho também estão mudando. Basta observar outro dado. O mesmo levantamento revelou que 41% deles acredita ser possível estar em outro emprego pelos próximos dois anos. Viver novas experiências é a prioridade destes adultos que estão na faixa dos 25 a 39 anos. E será que, como empresários do setor, estamos preparados para esta demanda? Se a resposta é “não”, o caminho é simples: para prosperar, o mercado imobiliário deve acompanhar este movimento e ir além compreendendo também outra característica que marca esta geração.

Acostumado com a digitalização dos produtos, este público tem pressa. As decisões precisam ser tomadas com agilidade. Assim, é urgente que o setor esteja cada vez mais aberto às soluções da tecnologia. Felizmente, já é possível observar que um dos setores mais tradicionais, o das imobiliárias, começa a compreender que se atualizar é preciso. Assim, a burocracia está perdendo espaço e há soluções que tornam o aluguel cada vez mais acessível. Para quem pensa em locar um imóvel a boa notícia é que a antiquada figura do fiador, que acaba barrando alguns contratos, ficará em segundo plano. A aprovação dos contratos também já está mais simplificada em imobiliárias digitalizadas. É uma garantia para atender o consumidor e ajudá-lo a conquistar o que espera: autonomia para escolher onde e como quer viver.

*Por Jardel Cardoso da Rocha, CEO da CredPago

**Sobre a CredPago: a CredPago é uma fintech que usa tecnologia para trazer soluções para imobiliárias, inquilinos e proprietários de imóveis. Presente em todo o país, a empresa oferece um mix de serviços que agiliza o processo de locação, eliminando a burocracia de forma 100% digital. A empresa foi criada em 2016 e está na lista das “100 Startups Brasileiras Pra Ficar de Olho em 2019” publicada pelas revistas Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época Negócios, da Editora Globo. A lista, desenvolvida em conjunto pelas consultorias Corp.vc e EloGroup, foi o resultado de um trabalho que avaliou mais de 2 mil startups brasileiras, que tem mais de 10 mil empresas cadastradas, e traz a CredPago como umas das 11 fintechs selecionadas. 

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