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NSA intercepta quase 100% das comunicações da América do Sul

10/07/2015 às 10h32

NSA intercepta quase 100% das comunicações da América do Sul
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A NSA continua espionando os países da América do Sul. De acordo com Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, que quase todas as comunicações provenientes do continente são interceptadas pela agência

"Noventa e oito porcento das comunicações latino-americanas são interceptadas pela NSA durante a passagem de dados dos Estados Unidos para o mundo", disse em entrevista recente à publicação chilena El Mostrador.

De acordo com o ciberativista, o Google e o Facebook funcionariam como ferramenta para uma agência espionar. O modelo de negócios das empresas, de acordo com ele, consistem em coletar toda a informação que puder do maior número de pessoas em todo o mundo por meio de serviços gratuitos. "[As empresas] Pegam essas informações, da mesma forma que pesca-se um peixe, e as colocam em uma enorme base de dados onde são ordenadas", explica, complementando que esse processo é usado para traçar perfis e vender para anunciantes.

As agências como a NSA, no entanto, se aproveitam disso. Já que as empresas estão em solo norte-americano e, portanto, "sob a jurisdição e leis coercitivas do país, que são usadas para forçá-los a entregar os dados coletados", explica Assanje.

Assange foi o fundador do site responsável por vazar documentos sigilosos de governos e empresas. Desde quando foi considerado inimigo do estado, o criador do WikiLeaks permanece na embaixada do Equador em Londres, onde recebeu asilo político.

Inclusive, foi o serviço prestado por ele que divulgou recentemente a espionagem feita no Brasil sobre o governo de Dilma Rousseff. Dos documentos vazados, constavam informações de 29 funcionários do governo brasileiro que estavam sendo monitorados pela NSA.

Acordo com os Estados Unidos
Apesar das declarações de Assange, a presidente Dilma afirmou recentemente que confia no compromisso dos Estados Unidos de que "não haverá mais espionagem contra o Brasil e empresas brasileiras". 

A afirmação foi feita durante visita da presidente ao país, onde foram selados acordos, entre eles sete que envolvem cooperação para novas tecnologias.

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