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O desafio de ser a melhor empresa para todas as gerações trabalharem

Como ter produtividade sem rotatividade? Como engajar esses diferentes perfis e tornar a empresa o melhor lugar para se trabalhar?

*Camila Tibes

08/10/2019 às 20h01

Quais gerações fazem parte do mercado de trabalho
Foto: Shutterstock

É comum hoje, no ambiente de trabalho, diversas gerações juntas. E não podemos negar que existem diferenças notáveis no modo com que cada uma se relaciona, age e pensa no trabalho. Os propósitos, as metas e as expectativas são diferentes, além da importância de cada um desses tópicos na escala de satisfação na carreira. É aí que está um dos desafios para os líderes e gestores, como ter produtividade sem rotatividade? Como engajar esses diferentes perfis e tornar a empresa o melhor lugar para se trabalhar?

A Brandili Têxtil, prestes a completar 55 anos, conta com mais de mil colaboradores. Para a gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Brandili Cláudia Orçati Caniceiro é essencial entender e saber como valorizar e extrair o melhor de cada um. “Não vemos isso como um conflito de gerações. Pensamos macro, conhecemos os colaboradores, seus anseios e fazemos com que troquem ideias e aprendam entre si. Temos programas voltados para as mais diversas expectativas, para quem quer aprender, ser valorizado, quem almeja crescimento. Também buscamos a integração dos setores e dos colegas com ações de endomarketing”, destaca.

Valmor, de 62 anos, atua há 46 anos na Brandili, sendo 20 no mesmo setor. Com experiência para dar e vender, o líder de Operação da Expedição Automatizada mostra que as gerações têm, sim, alguns fatores em comum. Os “millennials” (geração Y), por exemplo, geralmente priorizam o propósito acima do sucesso; Valmor também. “Sinto orgulho em trabalhar aqui, visto a camisa e tenho prazer no que faço. Temos que ter amor, ter responsabilidade, um propósito maior, não é apenas vir por vir”, ressalta.

A filha do Valmor, Viviana Cipriani, 34 anos, é Desenhista Criativista na Brandili, e está há 18 anos na empresa. Faz parte da geração Y. Ela comenta que o fato do pai estar ali e ver como isso fazia parte da vida dele de maneira importante, fez com que ela percebesse o que é necessário para ser feliz no que se faz. “Eu e meus irmãos crescemos ao som das máquinas de costura da facção da minha mãe que trabalhava para a Brandili, e com o exemplo do nosso pai, que sempre foi e ainda é muito pontual e dedicado com seu trabalho, ambos nos ensinaram que as conquistas exigem esforços e com certeza a Brandili sempre fez parte da nossa história e foi um exemplo bom para a educação familiar. Já são quase duas décadas aqui, aconteceram muitas mudanças e é muito gratificante acompanhar fazer e continuar fazendo parte dessa empresa”, afirma.

Saindo da Y, chegamos na geração Z, que já cresceu familiarizada com todas as possibilidades da era tecnológica. Valmor precisou se reinventar e os colegas jovens estiveram junto nisso, trocando ideias e trazendo auxílio. “Eu não apenas compartilho meu conhecimento, mas também busco aprender. Com a nova expedição tive que evoluir junto. Aprendi, por exemplo, a mexer no computador, foram muitas novidades, mas sempre temos apoio por aqui”, ressalta.

A Brandili Têxtil, mais uma vez, foi certificada pelo Great Place to Work, que mostra as melhores empresas para se trabalhar. Atualmente são três unidades, localizadas nas cidades de Apiúna, Otacílio Costa e Blumenau. “Esse selo certifica que estamos no caminho certo para a construção de um bom ambiente de trabalho para os nossos mais de mil colaboradores. Conseguimos alinhar de forma positiva as expectativas profissionais dessas gerações diferentes”, finaliza Cláudia.

*Por Camila Tibes

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