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O que é enernet e qual sua relação com cidades inteligentes?

Déborah Oliveira

26/01/2017 às 12h51

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Se você não está prestando atenção no que está acontecendo no mercado de energia, você deve. Já vimos esse filme antes. Há uma enorme oportunidade econômica pela frente.

Desta vez é a "enernet", não a internet, que vai transformar nossas vidas, afirma Brian Lakamp, cofundador e CEO da Totem, empresa norte-americana que atua no segmento de telecomunicação.

Ele explica que a enernet é uma rede de energia dinâmica, distribuída, redundante e multipartidária, construída em torno da geração, armazenamento e entrega de energia limpa, e, essencialmente, serve como base para cidades inteligentes.

Há uma longa lista de companhias de enernet emergentes. Elas estão construindo nanogrids, microgrids, recursos de energia distribuídos e usinas virtuais. Além disso, estão criando novos materiais de construção e iluminação inteligentes. Elas estão implantando novas redes e inteligência que estão reduzindo os custos e melhorando os serviços.

“Em sua essência, o enernet é a base para a tecnologia da cidade inteligente, incluindo a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), sistemas distribuídos, backbones interligados e tecnologias de rede, serviços de cobrança e veículos autónomos, para citar apenas alguns”, detalha Lakamp. Segundo ele, essas tecnologias impulsionarão mudanças dramáticas e nos obrigarão a repensar nossas cidades, serviços municipais e setores como transporte, seguros, imobiliário e serviços financeiros.

A partir da evolução do enernet serão geradas cidades inteligente. A nova rede também irá apresentar saltos quânticos em segurança energética e resiliência de emergência. “Estamos nos estágios iniciais de algo imenso”, observa ele.

Lakamp lembra que muitos se propõem uma reflexão sobre se esse processo não será lento e custoso. “Isso é absolutamente bobo. Não olhamos para trás na transformação da internet do analógico para o digital e pensamos: ‘isso foi lento e custou uma tonelada de dinheiro’.” O fato é, segundo ele, que o processo foi conduzido por pessoas que entenderam o valor da iniciativa e não algo custoso.

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