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Oi triplica prejuízo, que chega a R$ 5,7 bilhões no último trimestre

Operadora cita que quedas nos segmentos residencial, mobilidade pessoal e B2B se dá pela queda no tráfego de voz

Redação

02/12/2019 às 11h13

Foto: Shutterstock

A operadora Oi divulgou nesta segunda-feira (2) resultados operacionais do terceiro trimestre de 2019. Foi reportado um prejuízo líquido consolidado no período de R$ 5,747 bilhões, que representa aumento de 330% em relação ao mesmo período de 2018 (R$ 1,336 bilhão).

De janeiro a setembro de 2019, o prejuízo totalizado da operadora foi de R$ 6,738 bilhões, enquanto obteve lucro de R$ 27,949 bilhões no mesmo período de 2018.

A receita da empresa no mercado brasileiro teve recuo de 8,8%, indo para R$ 4,95 bilhões; em operações internacionais, o recuo foi de 8,5%, indo para R$ 46 milhões. A Oi entrou com o pedido de recuperação judicial em junho de 2016.

O relatório aponta que os três segmentos (residencial, mobilidade pessoal e B2B) "continuam sendo impactados pela queda no tráfego de voz".

A empresa destaca, porém, "o crescimento da receita de dados do segmento de mobilidade pessoal (R$ 1.763 milhões no 3T19, +1,8%)"; a receita de FTTH do residencial (408 milhões de clientes, +72% em relação ao 2T2019); e o setor de TI corporativa (+192% em relação ao mesmo período de 2018).

A quantidade de clientes no segmento pré-pago teve queda de 498 mil usuários em relação ao trimestre anterior. A empresa categoriza a retração ao "processo de migração de voz para dados, a lenta recuperação econômica e altas taxas de desemprego".

O movimento no pré-pago, segundo a operadora, "beneficia o pós-pago com a migração de clientes para ofertas com ARPUs [receita média por cliente] maiores." Em comparação ao trimestre do ano anterior, a base de clientes pós cresceu 1.678 mil usuários.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do 3T2019  teve queda de 32,9% em relação ao mesmo período de 2018, atingindo R$ 979 milhões. Em comparação com o 2T2019, a queda foi de 19,6%.

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