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Para atrair setor de TIC, Marina quer 2% do PIB para P&D

01/10/2014 às 10h43

Para atrair setor de TIC
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Ao longo desta semana, o IT Forum 365 conduz um especial
sobre as propostas para o setor de TIC dos três candidatos à presidência que
lideram a última pesquisa divulgada pelo Ibope, em 30/09. Na terça-feira (30),
foram destacados os principais pontos do plano de governo apresentado por Dilma
Rousseff
e, em continuidade às reportagens, as propostas de Marina Silva, do
PSB, são destaque desta quarta-feira (01/10). 

Para a candidata, o conhecimento científico e tecnológico e
a inovação devem ser priorizados dentre os principais motores da economia. Para
tanto, Marina pretende criar uma política de Estado para CT&I e estipula
uma meta para elevar a parcela do PIB investida em P&D.

Dessa forma, a candidata planeja ampliar os investimentos
públicos e estimular os investimentos de empresas em P&D para que o total
alcance 2% do PIB nos próximos anos. Atualmente, esses investimentos somam 1,1%
do PIB e em 2010 corresponderam a 1,2%, porcentual inferior à média de 3% de
países industrializados, como detalha seu
programa

Dentre as iniciativas para conquistar esse avanço, a candidata
propõe o tratamento da inovação como estratégia tanto nas empresas como no
governo por meio do incentivo para desenvolvimento de competências de gestão da
inovação, além de garantir mais protagonismo de entidades privadas no processo
de inovação nacional.

Marina defende a universalização da internet como direito
de todo cidadão, de modo que propõe a transformação da conexão à internet “em
serviço essencial no País (como eletricidade e água)”. De acordo com a
candidata, isso seria garantido a partir de parcerias entre poder público e as
empresas privadas.

Apesar disso, a candidata não apresenta uma proposta
definida pelo partido sobre o tema. De acordo com Marina, essas decisões devem
ser conduzidas de forma coletiva, segundo o que define por “nova política”. As
entidades da “Campanha Banda Larga é um Direito Seu!”, por sua vez, dizem que
Marina é “vaga em propostas” sobre como irá promover a universalização e “não
apresenta quais recursos públicos seriam utilizados ou qual o papel do setor
empresarial nesse processo”.

No encontro, Marina afirmou ser contra a realização de
compras governamentais baseadas somente em software livre, defendendo
investimento em tecnologias proprietárias. A candidata justificou sua posição alegando
que o Estado não pode ter uma única opção.
 

A proposta de Marina vai contra ao que as entidades de
classe têm defendido junto aos presidenciáveis: investimentos governamentais
baseados em software livre e desenvolvido em plataformas brasileiras, em favor
da indústria nacional. Vale lembrar que, atualmente, o governo gasta mais de R$
2 bilhões em tecnologias proprietárias.   

Para Marina, a internet e as tecnologias atualmente
representa importante papel na sociedade, seja no âmbito social, cultural e
político. Desse modo, seu plano de governo destaca que o acesso universal à
banda larga pode permitir a participação ativa e a colaboração da população na
gestão pública e garantir maior transparência.

“Criar plataformas amigáveis para tornar públicos os dados
relativos ao orçamento de cada ministério, disponibilizando filtros de dados
para qualquer cidadão cruzar as prioridades de uma região e a destinação final
do orçamento”, detalha o
programa.
Modelo que, segundo ela,  já pode ser visto em sua candidatura na criação
do programa do PSB, que contou com a colaboração de 6 mil pessoas.

Confira amanhã (02) a reportagem especial sobre as propostas do candidato Aécio Neves. 

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