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Pesquisa mostra cenário de compliance nas empresas cariocas

De acordo com apontamento da consultoria global, especializada em gestão ética, 43% das companhias do Rio de Janeiro possuem alta maturidade quando o assunto é implementar e disponibilizar medidas de compliance

05/12/2018 às 19h23

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Dados da pesquisa “Nível de Maturidade em Compliance 2018”, organizada pela consultoria global Protiviti, aponta que 43% das empresas do Rio de Janeiro têm alta maturidade em seus programas de compliance.

Isto significa que a boa parte das companhias sediadas na capital carioca que responderam a pesquisa estão em dia quando o assunto é implementar medidas éticas em seus modelos de negócios. Entre os elementos que fazem parte de suas iniciativas de compliance estão código de ética, canal de denúncias, planos de treinamento e comunicação, auditorias, monitoramentos e due dilligence de terceiros.

De acordo com o levantamento, realizado com 80 empresas, sendo 39 com relacionamento com entidades públicas, 61% das companhias entrevistadas realizam uma pesquisa reputacional de seus fornecedores e terceiros antes de realizar qualquer negócio.

“Após escândalos de corrupção e fraude nos últimos dois anos, houve uma consciência mais formalizada por parte das empresas do Rio de Janeiro, que se o contratado cometer qualquer tipo de ato ilícito, a organização também poderá ser responsabilizada”, completa Yaniv Chor, porta-voz da pesquisa no Rio de Janeiro e Sócio líder da prática de riscos & compliance na operação carioca da Protiviti, consultoria global especializada em gestão de riscos, auditoria interna, compliance, gestão da ética, prevenção à fraude e gestão da segurança.

Em tempos de assédio sexual e moral nas organizações, o levantamento sinaliza que ao menos as empresas do Rio de Janeiro estão conscientes no que tange à disponibilização de meios de manifestação aos seus colaboradores destas e de demais práticas ilegais dentro das organizações. A pesquisa aponta que 71% das companhias possuem canal de denúncias para seu público interno, enquanto 59% amplia os recursos de uso da ferramenta para fornecedores e agentes externos.

“70% das denúncias recebidas por este canal são devidamente apuradas e investigadas com independência pelas empresas. Vimos que não é só a criação do canal. Há bons trabalhos de prevenção, adaptação, capacitação e reação. Um bom exemplo da reação é que 76% das empresas disseram que aplicam medidas disciplinares aos denunciados e demais envolvidos na ocorrência após a apuração e confirmação de responsabilidade”, compartilha Chor.

Outro assunto em voga atualmente no meio empresarial é a adoção de código de conduta ética, que contém diretrizes orientativas para funcionários e terceiros quanto às suas posturas e atitudes esperadas no ambiente de trabalho. Ao menos no cenário corporativo carioca, 71% das empresas localizadas no Estado têm um código de ética e conduta formalizado. Quando perguntadas se o documento é divulgado periodicamente a todos os seus colaboradores, 59% das companhias entrevistas responderam que sim.

Os dados do Rio de Janeiro foram extraídos da versão nacional da pesquisa “Nível de Maturidade em Compliance - 2018”. O estudo reúne informações coletadas, entre abril de 2017 e abril de 2018, a partir de um questionário de múltipla escolha disponibilizado no Portal de Compliance da Protiviti. Neste ano, o levantamento contou com a participação de 446 organizações de todo o Brasil, envolvendo diferentes portes, setores e regiões.

 

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