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Por que a PwC está investindo US$ 3 bi no desenvolvimento de funcionários?

Objetivo da iniciativa é oferecer mais subsídios para que eles estejam preparados para atender o cliente de hoje e de amanhã

Déborah Oliveira

22/01/2020 às 8h25

Foto: Adobe Stock

Na era digital, a busca por talentos prontos para essa nova realidade é desafiadora. Estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) indicam que existem atualmente 845 mil empregos no setor de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil, e a demanda anual por talentos projetada entre 2019 e 2024 é de 70 mil profissionais.

Contudo, apenas 46 mil pessoas se formam por ano no Ensino Superior com o perfil necessário para atender a essas vagas. Os números mostram que a conta não fecha e o mercado de TI pode apresentar um gap de 290 mil talentos em 2024, podendo piorar sobremaneira nos anos seguintes.

Ciente desse quadro, a PwC decidiu iniciar um ambicioso plano de upskilling dos seus talentos em todo o mundo. Para isso, a consultoria está investindo US$ 3 bilhões para capacitar seus funcionários para o mundo digital e desenvolver tecnologias para apoiar clientes.

Sergio Alexandre, digital partner da PwC, explica que a ideia do upskilling é mexer com o status quo da empresa e dos colaboradores, tirando-os da zona de conforto, oferecendo mais subsídios para que eles estejam preparados para atender o cliente de hoje e de amanhã.

“Estamos trabalhando a transformação de dentro para fora. Definimos que teríamos uma plataforma digital para clientes, porque identificamos que temos de ajudá-lo em um novo modelo de negócios, mas colocando o ser humano no centro”, sintetiza.

A PwC entende que esse movimento é muito mais cultural do que tecnológico. Assim, com o programa, a companhia pode identificar rapidamente as lacunas e as incompatibilidades de habilidades atuais dos seus talentos e criar uma estratégia de habilidades à prova do futuro.

Novas competências

Alexandre conta que cinco países, incluindo o Brasil, estão em plena jornada de upskilling dos seus talentos. São diferentes programas que atendem às necessidades específicas dos colaboradores da empresa, que vão desde academias de habilidades a aplicativos digitais de fitness a desenvolvimento de lideranças.

Além disso, uma parte da força de trabalho da PwC desenvolverá habilidades especializadas em áreas como análise de dados, automação de processos de robótica e inteligência artificial (AI). Isso os ajudará a entender o potencial das novas tecnologias para que possam aconselhar clientes, comunidades e outras partes interessadas.

Victor Costa, arquiteto de cloud da PwC, é um dos colaboradores da companhia que participa agora do programa. Ele é chamado de ‘accelerator’ e desde novembro de 2019 participa de um curso intensivo na Fiap para conquistar novas capacidades em analytics.

Victor Costa, arquiteto de cloud da PwC

Com um mix de aulas presenciais e on-line, Costa revela que no começo do curso grande parte das aulas foi presencial e dedicou-se exclusivamente a elas. Passada essa fase, todo dia há aula digital, durante o horário de trabalho, e uma vez por semana presencial. Em julho de 2020 encerram-se as aulas e depois dois meses serão dedicados ao trabalho de conclusão do curso. “Há forte apoio da gestão. Embora eu tenha minhas atividades da área, a gestão abraça o propósito do projeto. Assim, nos sentimos confortáveis de estar no trabalho, mas também estudar.

Há oito meses na PwC, Costa tem experiência em outras empresas de tecnologia e viu a oportunidade de capacitação como elemento-chave para preparar-se para o futuro e ficar em linha com as demandas digitais dos clientes. “O curso engloba tecnologias em alta e ajuda nas rotinas”, contou, completando que há tambpem momentos para desenvolvimento de competências comportamentais, com dinâmicas de design thinking e storytelling.

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