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Positiva ou negativa? Executivos estão divididos sobre impactos da automação

Estudo da Dell mostra que metade C-levels acredita que avanço das máquinas no trabalho aumentará produtividade

Déborah Oliveira

23/02/2018 às 8h02

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Estamos no limiar da próxima era da relação homem-máquina. É o efeito inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) que chegou para ficar, provocando mudanças profundas na forma como as pessoas trabalham. Para entender como C-levels de todo o mundo estão enxergando a aproximação desse tsunami, a empresa global de pesquisas Vanson Bourne realizou, a pedido da Dell Technologies, uma pesquisa com 2,8 mil líderes em 17 países, incluindo o Brasil.

O resultado? Uma divisão clara de opiniões. Metade acha que máquinas vão ajudar no aumento da produtividade e 50% acreditam que não. “Claramente, os indivíduos estão na ansiedade para entender se nos tornaremos obsoletos ou não”, destacou Luis Gonçalves, vice-presidente sênior e gerente-geral da Dell EMC Brasil Commercial, na apresentação dos resultados do estudo batizado de “Projetando 2030: uma visão dividida do futuro”. “Na Dell, contudo, acreditamos que as pessoas serão orquestradoras de máquinas. No final do dia, a tomada de decisão será sempre do humano”, opina o executivo.

Independentemente da visão otimista do desenvolvimento da tecnologia até 2030, a maioria, ou seja, mais de 80%, acredita que tem de transformar seus negócios para ter chance de sobreviver. E os dados do estudo indicam que no Brasil, os desvios em relação à pesquisa global são favoráveis, já que o País tem uma visão otimista e mais progressista sobre o tema.

De acordo com o levantamento, 82% das empresas no Brasil dizem que a coexistência homem-máquina é realidade e vai se intensificar nos próximos cinco anos. Além disso, 26% dessas empresas dizem que já convivem em um certo nível de integração homem-máquina.

Além disso, 65% dos entrevistados no Brasil, e 50% globalmente, projetam que os sistemas automatizados representarão uma economia de tempo. Dados globais apontam que a maioria dos profissionais (58%) não acredita que terão mais satisfação no trabalho quando, no futuro, puderem delegar tarefas para as máquinas. Por aqui, o índice de satisfação em razão da delegação de tarefas paras as máquinas é de 62%.

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