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Quais projetos os CIOs brasileiros vão priorizar em 2016?

Déborah Oliveira

11/12/2015 às 11h12

Quais projetos os CIOs brasileiros vão priorizar em 2016?
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Depois de um ano pautado por incertezas, 2016 tende a ser de cautela, segundo especialistas. Projetos e ações de melhorias na TI, contudo, permanecem, e inovação será forte bandeira para o próximo ano, conforme relataram os CIOs de diversas indústrias para o IT Forum 365

O CIO do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), Ricardo Castro, assinalou que os planos para 2016 incluem garantir excelência operacional, fazer mais com menos e manter a parceria com as unidades de negócios para conquistar bons resultados. “Nossas áreas vão ter muitos projetos que vão precisar de tecnologia. Destaque para o investimento em soluções digitais”, adianta.

Na GE, o cenário será muito parecido, pontua João Leoncini, CIO da empresa. “Esperamos continuidade da busca de produtividade de forma agressiva da parte tradicional da TI, teremos de trabalhar mais isso, além de agregar mais competências para a transformação digital, não só localmente, como globalmente, investindo em recursos humanos e capacidades para habilitar a mudança.”

Neste ano, a Telefônica Vivo apostou forte em transformação digital e, segundo a CIO da operadora, Christiane Edington, com a sinergia com a GVT, adquirida em 2014, além da busca pela tão falada eficiência. “Em 2016, seguimos com a transformação digital, trabalhando em algumas camadas do backoffice para tornar os processos digitais, além de investir em big data, para decisões em tempo real, e omni-channel”, lista a executiva.

Governança, melhores práticas e consolidação e padronização da infraestrutura serão ações-chave para Fabio Faria, CIO da CSN, em 2016. Segundo ele, um grande projeto para os próximos meses é o do SAP Hana, com desenho diferenciado. “Estamos fazendo a transação totalmente voltada para IBM Power, e isso é inédito no mercado”, afirma.

As palavras de ordem para Júlio Baião, CIO da Via Varejo, serão trabalhar com soluções mais simples e mais rápidas. “Temos alguns desafios de sinergia entre Brasil e América Latina e para 2016 vamos colocar muitas atividades em prática.”

Walkiria Marchetti, diretora do banco Bradesco, afirma que os investimentos em TI seguem firmes e fortes para propiciar qualidade, autonomia e simplicidade par ao cliente. “Estamos apontando em computação cognitiva e a ideia é manter o ritmo”, assinala.

A CIO do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Sandra Dias, relata que este ano foi atípico e 2016 tende a ser desafiador. O segredo, contudo, será a criatividade. “Fazer mais com menos e inovar é a nossa agenda para o ano. Isso tudo com budget apertado e com a expectativa de mais entregas”, relata, acrescentando que neste ano mobilidade foi um tema bastante trabalhado e a estratégia seguirá nos próximos meses. “Mobilidade traz junto cloud e questões de segurança. Esses temas vão permear todas as nossas ações.”

Inovação será a chave do sucesso para a Unimed Volta Redonda, que recentemente aplicou uma reestruturação na TI e criou um núcleo de inovação que busca a experimentação de ideias para aplicá-las no setor de atuação da empresa. O investimento para 2016, diz, será mantido, uma vez que a diretoria enxerga a TI como estratégica para os negócios. “Estamos tocando agora um projeto para entregar informação e saúde de toda a nossa estrutura para facilitar a vida do médico no atendimento e do paciente. É um investimento de TI para beneficiar o negócio, mas também as pessoas”, destaca o CIO da Unimed Volta Redonda, Luiz Guimarães Junior.

Com um perfil exportador acentuado, a TI da Embraer observa 2016 como um ano de oportunidades. “Vamos trabalhar muito com unidades de negócios, alavancando negócios com inovação e trabalhar com projetos estruturantes”, conta Alexandre Baulé, CIO da Embraer.

Quem também vai investir pesado em inovação é o Hospital 9 de Julho, assegura Carlos Yamashita, CIO do hospital. “Em saúde, o diferencial é a inovação”, sintetiza, acrescentando que a ideia agora é usar a filosofia de outros mercados, como a metodologia Lean, bastante aplicada em manufatura, para aplicação na saúde.

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