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Reconhecimento facial | 3 pessoas são presas no RJ graças à tecnologia

Durante a partida entre Flamengo e Palmeiras, duas pessoas foram detidas; uma terceira foi reconhecida em Copacabana.

Redação

02/09/2019 às 18h24

Receita começa a utilizar sistema de reconhecimento facial em aeroportos
Foto: Shutterstock

No último domingo (1), três pessoas foram presas no Rio de Janeiro graças à tecnologia de reconhecimento facial. Na capital, as câmeras de monitoramento e vigilância vêm sendo testadas desde o Carnaval deste ano.

Dois dos casos aconteceram durante o jogo Flamengo x Palmeiras. No Estádio do Maracanã, um homem foi preso próximo à estátua de Belini; havia contra ele um mandado de prisão por roubo. Em um dos acessos do estádio, uma mulher foi detida; contra ela, havia um mandado de busca e apreensão.

As câmeras tendem a avisar autoridades policiais quando há cerca de 70% de compatibilidade com o indivíduo que seja procurado. A porcentagem foi compartilhada anteriormente pelo porta-voz da PM, o coronel Mauro Fliess.

As informações das prisões recentes, divulgadas pela Agência Brasil, apontam ainda que a terceira prisão ocorreu em Copacabana, próximo ao Posto 4. Uma mulher, ao passar perto das câmeras de reconhecimento que emitiram o alerta aos policiais mais próximos, foi presa; contra ela, havia um mandado de busca e apreensão.

Um tanto polêmico

O uso da tecnologia ainda é polêmico quando se trata de segurança pública e vigilância. Inclusive, este foi um dos temas de debate em uma das matérias em vídeo aqui do IT Forum 365.

Anteriormente, no Carnaval 2019, também no Rio de Janeiro, 8 mil pessoas foragidas, suspeitas ou desaparecidas foram identificadas pelas câmeras. No total, foram reconhecidos 3 milhões de rostos, e segundo a PM-RJ, 4 prisões foram realizadas de 1º a 6 de março.

O que se discute, além da efetividade desses sistemas e tecnologias, é o quão útil ele pode ser e como será resolvida a privacidade dos cidadãos. Até o momento, a cidade do Rio de Janeiro tem apostado em testes para o uso destas plataformas nas esferas pública e privada.

Vale relembrar, inclusive, o caso de uma moradora de Copacabana que foi identificada como "procurada da justiça" e encaminhada para a 12ª DP. No caso, o sistema havia se enganado.

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