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Relembre 10 termos de TI que a geração Baby Boomers conhece como ninguém

Déborah Oliveira

17/09/2014 às 11h18

Relembre 10 termos de TI que a geração Baby Boomers conhece como ninguém
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Não é nenhum segredo que a tecnologia avança rapidamente. Produto, serviços ou especificações que pareciam de ponta há uma ou duas décadas podem aparecer hoje curiosos ou mesmo desatualizados.

Dois exemplos: o primeiro computador portátil comercialmente bem-sucedido – aqui, o termo "laptop" ainda não se aplica - foi o Osborne 1, que pesava 24,5 quilos, e foi lançado em 1981, por US$ 1.795, ou cerca de US$ 4.700 em dólares hoje em dia. E o Apple Newton, um dos primeiros computadores de mão (PDAs, se você preferir), tinha 336x240 pixels, LCD reflexivo e reconhecimento de escrita. Custava 700 dólares.

Dado o ritmo acelerado das mudanças, é fácil ver como em tecnologia termos que uma pessoa usa todos os dias podem ser esquecidos ou tornarem-se obsoletos em uma geração. Muitas pessoas da geração Millennials, nascida depois dos anos 1980, não ouviram falar ou estão pouco familiarizadas com termos de tecnologia.

É sempre perigoso estereotipar toda uma geração de pessoas, é claro. É provável que muitos Millennials leiam bastante sobre tecnologias e estão acostumados com alguns termos. Veja dez termos que grande parte dessa geração desconhece. 

PC clone 
Hoje, o Windows PC remonta ao PC original da IBM, que estreou há mais de três décadas, em 1981. A Microsoft fez uma das três versões do Disk Operating System (DOS) para o PC bege da Big Blue. A Intel proveu o microprocessador 8086. Na época, a IBM permitiu que a Microsoft vendesse sua versão do DOS para outros fabricantes de hardware. Resultado: um mercado de computadores compatíveis com IBM, ou "clones do PC", rapidamente surgiram. Em meados dos anos 80, a Microsoft e a Intel lutavam pelo controle da plataforma e PC da IBM e o termo "Wintel PC" suplantou "clone PC" na década de 90. A continuou fazendo PCs até que vendeu sua divisão de computadores pessoais para a Lenovo em 2004.

Baud 
Os termos "transmissão" ou "taxa de transmissão" raramente são ouvidos nos dias de hoje, mas na década de 1980 os fabricantes usaram para medir a velocidade de transmissão de dados de modems dial-up. "Baud" descreve a taxa de oscilação máxima de um sinal eletrônico. Se um sinal muda de 1,2 mil vezes por segundo, por exemplo, ele é medido em 1200 baud. Como modems ganharam a habilidade de transferir vários bits por transição de sinal, o termo "bits por segundo" começou a substituir a transmissão na nomenclatura que é usada hoje "megabits por segundo" para descrever a velocidade da banda larga.


Dial isso, dial aquilo 
Dial TV. Modem dial-up... O termo "dial" ainda é usado no jargão técnico por algumas pessoas, mas seus dias estão contados. Acesso à Internet dial-up tem sido amplamente substituído por banda larga. Curiosamente, algumas pessoas ainda usam a expressão "discar um número", embora telefone com discagem rotativa tenha sido extinto há muito tempo. 
Cartões perfurados 
Se você faz parte da geração Baby Boomers provavelmente já teve a chance de dobrar um cartão perfurado em algum momento da sua vida. Datados do final do século 19, cartões perfurados foram usados para gravar dados. Cartões perfurados desapareceram em grande parte da vida, tendo sido substituído por novos meios mais eficientes de coleta de dados, processamento e armazenamento. 


Monitor monocromático 
Displays monocromáticos são (poucos) vistos. Muitas caixas registradoras e máquinas de cartão de crédito ainda usam esse tipo de monitor. O monitor monocromático exibe texto e gráficos em uma cor. O advento de monitores coloridos com vermelho, verde e azuis, bem como interfaces de usuário cada vez mais sofisticadas e aplicações que exigiam uma paleta de cores completa, logo substituíram o monitor monocromático.
Impressora matricial
Antes dos jatos de tinta tomarem conta do setor de impressão na década de 1990, as impressoras matriciais estavam à frente do mercado. Impressoras a laser começaram a surgir em seguida, mas eram caras e usadas principalmente no mundo corporativo. Barulhenta e lenta para os padrões atuais, a tecnologia matricial utiliza uma cabeça de impressão que se move para trás e para frente ao longo da página. Semelhante a uma máquina de escrever, mas mais versátil já que podia imprimir gráficos e várias fontes. Vários fatores levaram à morte da tecnologia, principalmente a crescente sofisticação (e preços mais competitivos) de impressoras a jato e colorida, que, além de serem muito mais silenciosas, são superiores em qualidade de impressão. 


Portas de entrada seriais e paralelas 
Computadores, tablets e smartphones, contam com portas USB, mais notavelmente, mas a era das portas seriais e paralelas não está muito longe. O conector RS-232 de 9 pinos foi utilizado para conectar uma variedade de periféricos em PC, incluindo modems, mouses, dispositivos de armazenamento de dados, fontes de alimentação ininterrupta e outros. Usuários da Apple de longa data vão lembrar das portas seriais do Mac RS-422, que foram substituídos por USB no iMac em 1998. A porta paralela foi usada principalmente para ligar impressoras - que mais tarde mudou para USB, Ethernet ou conexões WiFi – além de scanners, discos rígidos externos, joysticks, e até mesmo alguns MP3 players.
Teletipo
O teletipo era uma máquina de escrever eletromecânica que imprimia mensagens escritas por meio de vários sistemas de comunicação, incluindo linhas telefônicas padrão via modem. Embora sua origem data do século 19, o teletipo foi utilizada ao longo dos anos 1970 e 80, em uma variedade de negócios. Muitas redações da época, por exemplo, receberam histórias via teletipo. O teletipo foi substituído por computadores, tornando mais fácil a edição e o compartilhamento de textos.


Disquetes 
Provavelmente a geração Millenium está familiarizado com o disquete. Desktops e laptops no início dos anos 2000 ainda vinham com drives de disquete (FDDs) que acomodavam discos de 3,5 polegadas de carapaça dura. Os disquetes mais antigos surgiram no final de 1960 e mediam 8 polegadas de diâmetro. Em meados dos anos 70, o FDD de 5,25 polegadas tomou o lugar de seu irmão mais velho, sendo extinto em meados dos anos 90.

Wang 
O Wang Laboratories foi um grande fabricante de terminal e minicomputadores nas décadas de 1970 e 80, mas fracassou na década de 90, após a morte de seu CEO e cofundador Dr. An Wang. O surgimento do IBM PC (e outros modelos posteriores) matou linha de processador de texto Wang, e a empresa tropeçou em seus esforços de construir PCs compatíveis com o mercado. A Wang Laboratories entrou em falência em 1992 e mais tarde ressurgiu como Wang Global, mas a empresa nunca recuperou sua antiga glória antes de desaparecer completamente.

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