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Revolução de carreiras pela economia digital pode gerar conflitos

Especialistas da Korn Ferry, HerForce, Creditas, Top Voice, Alstra reforçam a importância de buscar constantemente conhecimento e novas habilidades

André Spera

16/10/2019 às 16h03

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Em um momento no qual as carreiras perdem seu perfil linear e passam a ser cada vez mais influenciadas pela economia digital, é importante buscar constantemente conhecimento e novas habilidades, ser flexível para lidar com transformações ágeis e entender que conflitos pessoas e profissionais são comuns no processo. Essas são algumas dicas dos especialistas presentes no painel "A economia digital vai revolucionar sua carreira. Como lidar", realizado na manhã de hoje (16/10), no palco Exponencial, no IT Forum X.

Com mediação de Jairo Okret, senior client partner da Korn Ferry, o painel abordou temas como o futuro do trabalho, representatividade nas empresas, mudanças nas carreiras e o papel da tecnologia nisso.

Whiny Fernandes, líder de employer branding da Creditas, começou falando sobre o cenário atual. "Hoje, enxergo um cenário no qual as pessoas desenvolvem capacidades que podem ser aplicadas em diferentes áreas da empresa. É a capacidade de resolução de problemas, olhar analítico, ambiente supercolaborativo, com áreas e competências que se unem, podendo gerar impactos ainda maior", afirmou.

Repensar a carreira e o mercado formal, neste momento, é essencial, por mais que isso possa gerar conflitos pessoais e profissionais, afirma Eliete Oliveira, consultora em recolocação e desenvolvimento de carreira e Top Voices do Linkedin em 2018. "Os modelos de trabalho estão sofrendo mudanças profundas. As pessoas têm que passar a pensar em suas carreiras de maneira solo. A carreira linear, de decidir sua vida aos 18 anos quando entra em uma faculdade, vai acabar", diz Eliete.

Para Cai Igel, CEO da Alstra, as mudanças não têm volta, tanto pessoais quanto profissionais e empresariais. "Esses novos profissionais precisam começar a se amadurecer para trabalhar nesse formato. Eles não terão mais tudo 'garantido' como tinham antes. Terão de se profissionalizar em modelos independentes, terão que ser autodidatas, achar formas de fazer a gestão de suas próprias carreiras", exemplifica Igel.

As mudanças devem ser positivas também para a inclusão, afirma Silaine Stüpp, CEO da HerForce. "Hoje, muitas mulheres migram de carreiras convencionais para a área digital, apesar de a presença feminina nessa área ainda ser muito baixa. O mundo digital permite e vai permitir mais inserção de mulheres no mercado de trabalho, e outros recortes de diversidade também. E com a representatividade dentro das empresas, a população pode ser atendida melhor em termos de serviços e produtos, por meio do entendimento de realidades."

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