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Robô atua na defesa do consumidor

Haroldo ajuda pessoas a recuperarem danos causados por empresas e identifica causas comuns

Redação

03/04/2018 às 18h42

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Quem nunca se sentiu lesado por determinada corporação, mas não foi atrás de seus direitos porque não teve tempo, recursos, nem sabia como fazer isso ou simplesmente o valor a ser obtido não valia a pena? A solução para casos assim tornou-se facilitada pelo uso da inteligência artificial (AI, na sigla em inglês).

O recém-nascido robô Haroldo, especialista em direito do consumidor, está pronto para atender as demandas de consumidores e, inclusive, apresenta causas comuns a vários consumidores, uma tendência no mercado brasileiro.

Além de milhares de consumidores todos os anos deixarem de acessar à Justiça para buscar seus direitos, o Poder Judiciário atualmente conta com cerca de 18 mil magistrados, que são responsáveis atualmente pelo processamento e julgamento de 109 milhões de processos, ou mais de 6 mil processos para cada juiz. Por este motivo, torna-se economicamente inviável o processamento e julgamento por juízos distintos de milhares de ações individuais para analisar a ilegalidade da cobrança de uma tarifa telefônica, por exemplo.

"Haroldo é um robô que ajuda as pessoas a recuperarem danos causados por empresas e identifica causas comuns, o que acaba por reunir pessoas que têm queixas contra uma mesma organização. É uma alternativa privada para solução de conflitos que envolvem milhares de consumidores lesados", afirma Arthur Farache, diretor da Hurst, empresa responsável pela criação do Bot.

Como funciona?

O processo é simples. O consumidor conta sua história conversando por mensagens ao Haroldo ou escolhe uma das causas pré-programadas para aderir. Estes últimos são casos que têm boas chances de sucesso, por afetarem muitas pessoas e empresas. "Escolhemos aquelas causas em que as pessoas muitas vezes deixaram seus direitos para trás, porque os custos de transação e o tempo não valem para a compensação final individual", conta.

Os consumidores apenas aceitam os termos de uso que transferem o direito à indenização. Tudo é assinado eletronicamente, sem papel. A partir daí, a equipe da Hurst assume todo o processo, desde a contratação de advogados e presença em audiências a todos os seus custos. "Nós permitimos que os clientes busquem reparação de danos sem custo ou perda de tempo, apenas por um bate-papo de Facebook. Eles não precisam pagar nada adiantado, nem fazer nada durante o processo. A Hurst assume todos os custos, contrata os advogados e executa tudo o que for necessário. No final, o consumidor recebe seu ressarcimento atualizado, pagando apenas uma taxa de 30%", ressalta.

Os casos que atingem muitas pessoas são selecionados via robôs de pesquisa (crawlers) que vasculham Diários de Justiça e site de Tribunais, utilizando técnicas de inteligência artificial (kmeans e lógica fuzzy), e identificam processos que possuam potencial de bons retornos. "A Hurst é a solução privada para o acesso à Justiça. É como se fosse um PROCON, só que particular, com pessoas especializadas e experientes", complementa.

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