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Robôs vão roubar seu emprego, mas ainda há esperança

A ideia central da transformação digital são as pessoas; mas, precisamos entender e aceitar todas estas transformações.

Wellington Arruda

19/09/2019 às 17h32

Foto: IT Forum 365

Em discussão há alguns anos, a transformação digital tem estado cada vez mais visível. O que está em jogo não é apenas a adoção de novas tecnologias, mas sim uma mudança mais estrutural.

Neste caso, a transformação digital precisa focar nas pessoas; sem este pensamento, não há como realizar tais mudanças na sociedade na qual estamos inseridos.

Este é, também, o foco da Sociedade 5.0, que coloca o ser humano no centro da discussão. Mas, então, por que a palavra "transformação" é tão forte nos dias de hoje e por que representa tanta coisa para os próximos anos?

 

 

Um dos (muitos) tópicos da transformação digital é a automação. Em tese, ela deve atribuir atividades repetitivas aos robôs e softwares com inteligência artificial. Desta forma, humanos passarão a lidar com atividades mais relacionadas com habilidades humanas.

"Transformação já fala: é algo que está mudando, uma jornada que está passando por essa transformação", nos disse Fernando Vidoi, diretor de desenvolvimento estratégico na Agtech.

Ele toca exatamente no mesmo ponto, de que "quando se fala em transformação digital, a primeira coisa que pensamos é em tecnologia". Isso cria uma relação defensiva, já que o termo é facilmente associado a tecnologia robôs, automação.

"O pensamento é: 'o robô vai pegar meu emprego', 'vou perder meu emprego'." Sobre isso, Vidoi nos diz que isso acontecerá "se você tiver uma ocupação". Por outro lado, "se você tem uma profissão e vai crescer especialista, aí você vai fazer parte dessa transformação digital", disse ele.

"A transformação digital depende de nós"

Apesar da automação e de novos modelos de negócio mais digitais, as interações humanas são essenciais. O mundo digital já nos causa ansiedade, mas o mundo físico também passa por transformações fortes.

Exemplos claros são lojas sem atendentes, onde você pode fazer praticamente tudo sem interagir com outras pessoas. Em algumas redes de fast food, o máximo de interação humana que você tem é ao retirar o pedido. Também já existem supermercados onde você entra, escolhe o que quer, coloca na cesta e pode ir embora. O pagamento, é claro, é computado da mesma maneira no seu cartão.

Também é preocupante a maneira como vivemos no mundo digital. No caso dos smartphones, isto tem se tornado algo relativamente perigoso para nossas interações.

"Eu acredito que a nossa transformação é essa, passar mais tempo online". Vidoi anda dá um exemplo prático: para chegar nesta gravação, ele chamou um carro pelo Uber, algo que não conseguiria sem um smartphone. "Hoje, se você apontar para um táxi, ele não vai parar no meio da rua."

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