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Qual ameaça tira o sono dos profissionais de segurança na AL?

Por Redação

em Segurança

8 meses atrás

Descubra a reposta em estudo realizado pelo (ISC)2

Diversas ameaças preocupam os profissionais de segurança da informação na América Latina. Mas qual deles tira o sono desses talentos? De acordo com estudo do (ISC)², instituto focado em educação e certificações profissionais em Segurança da Informação e Cibersegurança, trata-se do ransomware, com 44% dos executivos citando o malware sequestrador de dados.

Na Europa, esse tema foi indicado por 28% dos pesquisados. No Oriente Médio e na África, a ameaça apontada por 47% dos entrevistados é o hacking. Já na América do Norte e na região da Ásia Pacífico, grande parte dos profissionais (35% e 37%, respectivamente) indicou o roubo de dados como ponto de maior atenção.

Segundo o estudo GISWS do (ISC)², alguns dos problemas que chamam mais atenção são malware, ransomware, táticas de ciberterrorismo, crime organizado, engenharia social, proliferação de internet das coisas (IoT) e pontos de vulnerabilidade, como buffer overflows, ou seja, anomalias em que um programa ao escrever dados em um buffer ultrapassa os limites e sobrescreve a memória adjacente. A exposição de dados é a principal preocupação global, independentemente de onde esteja o profissional.

Evolução do cibercrime

“As ameaças digitais evoluíram rapidamente nos últimos anos e não há o número necessário de profissionais qualificados para lidar com esse cenário. Os cibercriminosos, por outro lado, possuem cada vez mais ferramentas para realizar seus ataques e não precisam ser tão técnicos para atingir o objetivo”, explica Gina van Dijk, diretora do (ISC)² para a América Latina.

A executiva destaca que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir a segurança digital de empresas de todos os tamanhos e agências do Governo. “É de fundamental importância que essas organizações contem com equipes bem preparadas e certificadas para evitar problemas e reagir de modo ágil quando os ataques acontecem”, diz Gina.

No entanto, o percentual de entrevistados que reclamaram ter times menores do que o necessário para enfrentar os problemas de segurança digital cresceu de 62% em 2015 para 66% em 2017. Isso mostra que a falta de profissionais dessa área está aumentando, embora cada vez mais os setores reconheçam a importância de ter uma força de trabalho de cibersegurança qualificada.


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