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6 tendências tecnológicas que vão revolucionar PMEs

Guilherme Borini

07/02/2017 às 10h52

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O empreendedorismo avança cada vez mais e novos empresários procuram ferramentas para emplacar seus negócios. A tecnologia surge como aliada de pequenas e médias empresas e é importante estar atualizado aos benefícios que cada inovação pode trazer.

“Qualquer tamanho de negócio terá de ligar o radar para as novidades em tecnologia, mesmo que sua empresa não seja exatamente da área, já que a transformação está acontecendo de maneira intensa”, afirma Klaus Michael Vogelberg, CTO da Sage.

Algumas tendências tecnológicas terão papel fundamental nos próximos anos para as PMEs, pois elas podem ter alto impacto tanto na produtividade, ao simplificar a gestão quanto na competitividade das empresas, oferecendo novas oportunidades e modelos de negócio.

Conheça a lista preparada pela Sage com as tendências que vão revolucionar os negócios em 2017:

1. Chatbots
Interfaces autônomas como chatbots ou agentes digitais vão se tornar cada vez mais comuns em diferentes dispositivos para que os empresários façam a gestão de seus negócios. Essas interfaces vão mudar de forma significativa como humanos e computadores trabalham e se relacionam entre si. Enquanto no passado as pessoas usavam o teclado ou o mouse para interagirem com seus computadores, gradualmente começarão a conversar com os sistemas por gestos, como movimento das mãos, cabeça ou olhos. A experiência do usuário se tornará não apenas mais conveniente, mas também mais divertida – os sistemas trabalharão de maneira autônoma e terão capacidade de autoaprendizagem. Em alguns casos, o software poderá agir sem a participação do usuário, ou perguntar mesmo sobre algo uma única vez e utilizar essa informação para atividades futuras.

2. Inteligência Artificial
A inteligência artificial e coletiva é outra tendência a que os empreendedores devem estar atentos. Com o aumento do volume de dados gerado por diferentes dispositivos e a análise de dados se tornando cada vez mais acessível, as empresas precisam encontrar maneiras de extrair conhecimento da riqueza atual do big data.

A Sage aconselha que as PMEs trabalhem conjuntamente. Se pequenos e médios empreendedores juntarem forças e dividirem, por exemplo, o computer power e os dados com outras companhias de forma estruturada e sistemática, elas podem se beneficiar dessa colaboração recebendo uma maior e melhor base de informações e uma inteligência de dados superior. Similar a mecanismos de crowdsourcing, essa rica base de dados possibilitaria às empresas entenderem melhor o comportamento dos consumidores, suas necessidades, o que oferecer a eles e em quais áreas investir.

3. Blockchain
Criado para organizar transações de bens digitais entre as duas partes de uma forma totalmente inovadora, os empreendedores também devem analisar cuidadosamente se a nova tecnologia de blockchain pode impactar os atuais modelos de negócio e como isso se daria. Particularmente, todos os negócios que trabalham como intermediários entre duas partes – como advogados, imobiliárias ou corretores financeiros – podem ser afetados por essa nova abordagem. Inclusive os contadores também podem ser impactados na forma como farão negócios no futuro, já que o blockchain pode eliminar uma parte significativa da carga de trabalho – como o controle e agendamento de transações, transferência de dinheiro ou pagamento de faturas – executado atualmente por profissionais destas áreas.

Ao invés de serem utilizados intermediários como bancos, autoridades estatais ou plataformas de negócio, os blockchains permitem que as pessoas transfiram esses ativos de uma forma direta e segura, o que representa uma forma totalmente nova de organizar transações de ativos digitais entre as duas partes. Um registro descentralizado e compartilhado, essencialmente um banco de dados de ativos divididos entre vários participantes, aliado a algoritmos cripto-econômicos, servem de base tecnológica para um blockchain.

4. Uso do dinheiro
A forma pela qual as pessoas utilizam o dinheiro e transferem seus pagamentos de uma conta para outra mudou de forma notória: hoje os aplicativos possibilitam que usuários realizem pagamentos de forma fácil e que façam compras por dispositivos móveis ou websites. Por outro lado, sistemas de contabilidade são pouco amigáveis aos usuários e menos integrados. Por exemplo, é comum que as empresas não tenham a possibilidade de realizar pagamentos de faturas ou controlar facilmente suas transações financeiras entre parceiros, fornecedores ou os respectivos bancos com apenas um clique.

Em 2017, novas soluções permitirão que as empresas estabeleçam pagamentos de ponta a ponta, com seus fornecedores e clientes. Isso possibilitará que os canais de pagamentos se tornem onipresentes, imediatos e disponíveis a qualquer momento, e serão totalmente integrados aos sistemas de contabilidade. Todas as partes, como plataformas de comércio eletrônico, bancos, fintechs ou parceiros, serão beneficiados pelos padrões de programação (API), que poderão ser usados para criar novos serviços e que possibilitarão processos integrados e totalmente automáticos de pagamentos e transações financeiras.

5. Infraestrutura
Em 2017, mais empresas – pequenas e médias – irão substituir seus software locais e autônomos por soluções integradas e em nuvem, que operam em plataformas, como Salesforce. O grande benefício dessas plataformas é que oferecem, até para as menores empresas, acesso a soluções inovadoras de software de gestão, o que seria financeiramente inviável menos de uma década atrás. As plataformas em nuvem estão democratizando a forma pela qual algumas empresas conseguem acesso a aplicativos de última geração e tecnologias inteligentes e escaláveis, já que permitem que empreendedores descubram novas formas de trabalhar por meio de uma boa infraestrutura capaz de receber qualquer tipo de informação de seus parceiros ou da Internet das Coisas (IoT), analisá-la e então criar algo novo e produtivo.

6. Internet das coisas (IoT)
A grande quantidade de dados originária de todos os tipos de sensores incorporados em máquinas, carros, celulares, roupas ou até mesmo humanos (como para monitoramento médico), resultará em um verdadeiro tesouro de dados, consequentemente criando variados novos serviços.

O fluxo de dados para desenvolver o negócio de cada PME pode ser pensado da seguinte forma:
• A mecânica vai desenvolver novos serviços, como manutenção preventiva para todos os tipos de infraestrutura técnica;
•  Companhias de logística irão aprimorar suas frotas de caminhão utilizando dados de trânsito de diferentes fontes, incluindo dados de cidades inteligentes, semáforos, ruas e outros veículos;
•  Serviços de portaria irão desenvolver todos os tipos de vigilância com a concretização de novas tecnologias de casas inteligentes;
•  Empresas de varejo e donos de lojas poderão se conectar a dispositivos de casas inteligentes, como geladeiras ou outros eletrodomésticos, para abastecer seus clientes automaticamente com bens e serviços;
•  Serviços de atendimento médico móvel irão inovar no trabalho de assistência por meio de todos os tipos de novos dispositivos, a fim de aprimorar seu apoio a idosos que moram sozinhas.

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