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Inovar é muito mais do que ter uma boa ideia, diz executivo do Albert Einstein

Por Redação

em Startups

24 ago 2016 1 ano atrás

Startups vieram para causar disrupção em diversos modelos de negócios. As vertentes são muitas: finanças, meio ambiente, com foco no social, saúde. Essa última, em especial, tem atraído diversas novatas a entrarem de cabeça nesse universo – e, como sempre, é preciso inovar para se destacar.

Nesse sentido, balancear novas tecnologias e qualidade pode ser a chave para se dar bem no negócio, de acordo com o diretor de Inovação e Gestão do Conhecimento do Hospital Albert Einstein, Cláudio Terra. “O futuro da inovação, como sempre, é descobrir necessidades não atendidas tanto das pessoas, como das empresas, e gerar propostas de valor originais que possam ser adotadas em larga escala”, comenta o executivo em entrevista ao Investe SP.

Ainda segundo o executivo, startups enfrentam uma tensão saudável entre testar e desenvolver o novo e o foco no resultado final. Para ser inovadora, portanto, não basta ter uma ideia, projeto ou capacidade de gestão. “Isto significa ser capaz de atrair e reter talentos, estabelecer modelos de gestão, de marketing, abrir canais de venda, gerenciar fluxos de caixa, etc. Enfim, inovar é muito mais do que ter uma boa ideia ou desenvolver uma tecnologia ou produto”, pontua.

Dentro do Hospital, há um programa voltado para ajudar empresas a empreenderem da melhor forma. Lá, de acordo com Terra, é adotado o conceito de inovação aberta “que estimula o contato e a cooperação para o desenvolvimento de novas soluções, tecnologias e produtos de impacto para a saúde”, conta.

Confira o restante da entrevista a seguir:

Investe SP: Como o programa do Einstein tem ajudado as empresas a superarem esses desafios?

Cláudio Terra: No Einstein, adotamos fortemente o conceito de inovação aberta que estimula o contato e a cooperação para o desenvolvimento de novas soluções, tecnologias e produtos de impacto para a saúde. Relacionamo-nos com grandes empresas internacionais e nacionais, outros institutos de pesquisa e universidades que complementam o conhecimento gerado internamente e também com startups. E algumas vezes todos estes atores podem estar envolvidos em um mesmo projeto colaborativo. No caso específico das startups, podemos colaborar de inúmeras maneiras, por exemplo, no codesenvolvimento de novas tecnologias, serviços e produtos, nos testes e validações técnicas e clínicas de novos produtos, na adequação de produtos existentes às necessidades de grandes sistemas de saúde, como é o nosso caso, e finalmente no apoio à divulgação junto a comunidade médica ou mesmo pacientes de inovações que acreditamos podem ter um impacto positivo.

ISP: Quais são as vantagens que uma startup tem em empreender no Estado de São Paulo?

CT: O Estado de São Paulo tem um ecossistema de inovação bastante sofisticado com instituições de pesquisa, agências de fomentos para pesquisa e inovação, mercado consumidor amplo e sofisticado, massa crítica em termos de capital de risco, envolvendo anjos, venture capital e fontes de financiamento público para apoio à inovação.

ISP: Faltam espaços de conexão, como nos grandes polos de startups, entre empreendedores, empresas e o ecossistema de apoio?

CT: Temos observado uma evolução muito rápida neste tipo de conexão e fomento ao ecossistema. A maior lacuna parece ser entre as startups, governo e grandes empresas. No entanto, mais recentemente temos visto várias mudanças positivas para fortalecer este tipo de conexão.

ISP: Como avalia a importância de um evento como SP Conecta para incentivar o empreendedorismo e favorecer esta sinergia dentro do ecossistema?

CT: Este tipo de evento é fundamental, porque um dos grandes desafios de startups é escalar seu negócio. Para isso, muitas vezes, é necessário adicionar fontes de capital e ativos que apenas grandes empresas públicas ou privadas detêm.

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