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Startups: um caminho para a inovação nas grandes empresas

Por Bruno Maia*

em Startups

1 mês atrás

Qual deve ser o diferencial da grande empresa para atraí-las e gerar projetos de valor?

Quando se fala em startups, a inovação nos modelos comerciais dessas empresas é algo que gera muito interesse do mercado. Imagine uma, por exemplo, que seja capaz de avaliar a atividade cerebral durante uma sessão de meditação, por meio de um sensor de ondas acoplado a um dispositivo – inclusive treinando as pessoas para que meditem melhor.

No modelo B2B dominante no mercado, essa empresa compraria qualquer recurso tecnológico de um fornecedor tradicional; no modelo comercial adotado pelas startups isso não existe. Nesse ambiente, quanto mais aberta ela for, além de eficiente em termos de custos e com ofertas associadas a assinaturas, maior será seu valor de mercado.

Hoje, vemos jovens empresas se destacando com muito merecimento, como a Uber e a Airbnb, onde a base tecnológica dos grandes players é mínima, uma vez que elas buscam seus próprios caminhos nessa área. Diante disso, o que uma grande companhia de tecnologia, e com perfil tradicional, deve fazer para continuar relevante na nova economia? Testar esse novo modelo de negócio.

Um caminho para isso é apostar em um programa de aceleração de startups, considerando desde a criação de espaços de trabalho e premiações de ideias, por exemplo, até o acesso a clientes e o fornecimento de recursos tecnológicos para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou serviços.

Mas qual deve ser o diferencial da grande empresa para atraí-las e gerar projetos de valor? A resposta mais simples seria “vários”, mas o grande segredo está na adoção de uma postura de parceria, que pode ser uma excelente opção para quem está em busca de inovação e melhor eficiência atreladas a novas oportunidades de negócio.

Não é à toa que grandes empresas vêm trilhando esse universo com maior intensidade. De modo geral, companhias mais tradicionais buscam inovar dessa maneira por saberem, por exemplo, que as startups têm menos amarras e políticas internas, dando mais flexibilidade à condução dos projetos. Além disso, os grandes players estão cientes de que precisam acompanhar com frequência as novas tendências tecnológicas, do contrário, sabem que ficarão para trás. E nada melhor nessas horas do que investir em uma saudável troca de conhecimentos.

Startups e empresas: aliança de sucesso

Diversos fatores caracterizam as parcerias de sucesso e a liberdade é um deles. As startups são, em sua essência, livres para tomar suas próprias decisões e não veem com bons olhos o sufocamento típico das grandes empresas, e que também ocorre quando passam a atuar em parceria, sob o mesmo teto, quando normalmente surge um choque de culturas. Em uma linguagem mais popular, as startups gostam mesmo é de ficar; não existe essa história de namoro.

Ter liberdade também se traduz em uma governança mais flexível para o novo empreendedor, facilitando seu crescimento e permitindo que ele consiga andar com as próprias pernas para levantar mais capital. Muitas vezes, os contratos têm tantas cláusulas que mais atrapalham do que ajudam e fazem com que a startup adote um perfil semelhante ao de uma empresa tradicional. Deve-se considerar também facilitar sua integração às redes de contatos que tanto almejam e nas quais precisam estar inseridas, sejam eles potenciais investidores ou clientes.

Bons exemplos não faltam quando se trata de parcerias de sucesso no ecossistema das startups. Grandes empresas dos mais diferentes segmentos optaram por essa estratégia e estão indo muito bem. Mas assim como acontece na maioria dos relacionamentos, é necessário dar asas para que essas novas empresas possam voar, tenham raízes para voltar e motivos para ficar.

*Bruno Maia é head de Inovação do SAS América Latina


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