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T-Systems acena com nuvens flexíveis para ampliar mercado

Solange Calvo

10/05/2017 às 17h07

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O comportamento do mercado dita as regras da estratégia, mas é preciso conhecê-lo. É o que foi buscar a T-Systems por meio de pesquisa contratada à consultoria IDC, com 200 grandes empresas presentes em solo nacional, entre clientes e prospects. O resultado contribuiu para uma tática mais assertiva, sob medida para o Brasil, para o posicionamento do Trusted Private Cloud (TPC) - a nova arma da companhia voltada a demandas por nuvens mais flexíveis e menos complexas, no modelo self-service.

Segundo Ideval Munhoz, presidente da T-Systems no Brasil (foto), em encontro hoje (10/05) com jornalistas do setor, a grande missão é expandir para grandes clientes do mercado local e ampliar a oferta para os que já estão na carteira, como Qualicorp e Kroton, que mantêm contratos de longa duração.

A expectativa é positiva, considerando que um dos resultados da pesquisa realizada pela IDC dimensionou muito bem o alvo que a T-Systems pretende atingir. Das duas centenas de empresas que participaram do levantamento, 85% ainda não optaram por outsourcing de TI, o que significa um grande filão a ser instigado e ativado.

O que é o TPC
É uma nuvem privada self-service. “Nesse modelo, o custo se torna muito mais atraente e não depende de data center externo. Não há latência porque os dados estão aqui no Brasil. Crescer em memória é extremamente simples. Além disso, o cliente pode contar com um gestor de conta e uma rede segura, em que os integrantes seguem políticas de segurança (desenho batizado de Vizinhança Segura), o que fortalece a cadeia na qual está inserido”, explica Guilherme Barreiro, líder de Operações de Infraestrutura de TI da T-Systems.

Ele acrescenta que o usuário do TPC tem acesso a um portal de autosserviço, que possibilita de maneira simples, comprar CPUs, memória em disco, entre outros recursos. “Essa operação poderá ser realizada pelo próprio cliente ou mesmo contar com a ajuda e orientação de um profissional da T-Systems”, destaca.

Ao que parece, o pulo do gato do TPC é que ele possibilita uma gama de serviços (própria de nuvens públicas) com toda a segurança da nuvem privada. E ainda a vantagem de que os sistemas do TPC estarão integrados aos já oferecidos pelo data center da companhia, com total interoperabilidade. “Tudo pode ser customizado, a segurança, tudo”, reforça.

Crescimento dos negócios
No ar desde março deste ano, o TPC promete trazer para a T-Systems potenciais clientes que buscam essa flexibilidade e também ampliar o pacote de serviços nos contratos existentes, acredita Munhoz. “Nem todos os clientes poderão contratar de imediato o TPC. Alguns terão de seguir uma linha evolutiva de soluções até chegar ao topo dessa nova modalidade”, explica Angelica Vitali, VP Delivery da T-Systems Brasil. A nuvem privada flexível da T-Systems conta ainda com um aplicativo (app), que coloca visibilidade imediata do status da nuvem contratada literalmente nas mãos do cliente, a qualquer hora ou lugar.

“Temos de garantir aos nossos clientes o funcionamento de operações críticas que não podem parar. E ainda como manter o seu legado e migrar para o digital”, destaca Munhoz, acrescentando que a SAP é a principal plataforma da companhia em soluções end to end. “A conexão com a SAP é muito maior por sermos também uma empresa alemã”, desafia.

As empresas ainda precisam de ajuda para irem para a cloud, reforça o executivo. Para isso, a companhia fatiou suas ofertas da seguinte forma: Plataforma como serviço (PaaS), que nomearam como “cloud gourmet”; software como serviço (SaaS), a “cloud vip”; e infraestrutura como serviço (IaaS), credenciada como “cloud self-service”. Ícones conhecidos no cardápio de serviços oferecidos no mercado, mas que a T-Systems garante que abrigam  formas diferenciadas de consumo. E uma outra especial, a Multi-Cloud Management, em que o cliente pode implementar nuvens distintas e gerenciar, com a ajuda da fornecedora, diferentes serviços, até mesmo os dos concorrentes.

O foco de atuação da empresa está hoje nos setores automotivo, manufatura, finanças, varejo, saúde, energia, serviços e telco e a empresa anuncia também estar de olho na área de educação. Exibindo mais de 25% de crescimento desde 2014, segundo Munhoz, a T-Systems revela ainda que essas funcionalidades do TPC são apenas o começo. Já trabalham em mais novidades em sua nuvem privada flexível para este ano ainda.

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