Oi! Escolha uma opção para entrar

Nunca postaremos nas suas redes sociais

Se preferir, entre com seu e-mail

Esqueceu sua senha?
Não tem conta? cadastre-se grátis

Preencha o formulário abaixo para finalizar seu cadastro:

Como está o LTV do seu app?

Por Juliana Rosa e Silva da Aceká Marketing Digital

em Estratégia Móvel

1 semana atrás

Lifetime Value representa a receita que um usuário gera com o uso de um aplicativo depois de baixá-lo

A maioria das empresas já está ciente de que apps são importantes plataformas para atingir mais clientes, gerando exposição e receita para seus negócios. Entretanto, nem todas estão atentas ao chamado Lifetime Value (LTV).

A análise é do especialista Pedro Goidanich, diretor da Aioria Software House, empresa focada no desenvolvimento de apps e websites, com atendimento forte a startups. Ele explica que o LTV representa a receita que um usuário gera com o uso de um aplicativo depois de baixá-lo, seja diretamente através de compras ou vendo publicidade dentro do app.

“Esta informação é essencial para que as empresas calculem seus investimentos e custo de aquisição de usuários via publicidade móvel”, afirma Goidanich. “Calcular o LTV é um dos maiores desafios para desenvolvedores de apps e agências de marketing mobile. A falta de informação sobre isso é um empecilho para os negócios”, complementa.

Um estudo atual que supre esta lacuna foi realizado pela AppsFlyer, em parceria com o Facebook, e traz informações de EUA, Índia, Indonésia, Reino Unido, Rússia e Brasil sobre users de iOS e Android, envolvendo apps de download orgânico e não orgânico em três categorias (compras, jogos e viagens).

Conforme o levantamento, o usuário de apps de m-commerce tem um LTV médio de US$ 13,88 em 90 dias, e 9,7% destes usuários fazem alguma compra dentro dos aplicativos.

Levando em consideração os principais sistemas operacionais mobile, a pesquisa também aponta uma diferença significativa no perfil dos usuários. Apesar de ter a maior parcela de adeptos no market share geral, o LTV de quem usa Android é de US$ 11,49, enquanto os donos de dispositivos com iOS têm um LTV de US$ 19,64. Já o percentual de pagantes é bem parecido: 9,8% iOS, 9,6% Android.

O relatório também mostrou que usuários que baixam apps de forma orgânica são mais propensos a gastar dentro deles do que os de download não orgânico, realizados a partir de publicidade. Em apps baixados organicamente, o LTV em 90 dias é de US$ 20,63, quase três vezes maior que o de não orgânicos, que ficou em US$ 7,1.

No Brasil, a média do LTV de usuários conquistados de forma não orgânica é de US$ 4,04, bem abaixo de mercados como Reino Unido (US$ 9,50); EUA (US$ 9,23); e Rússia (US$ 6,37), mas fica à frente de Indonésia (US$ 3,33) e Índia (US$ 2,77).

Entre os usuários não orgânicos no Brasil, 1,8% realizam compras logo no primeiro dia após o download do app; 3,1%, até o terceiro dia; 4%, até o sétimo dia; e 5,6%, até o trigésimo dia. Entre os que realizam alguma compra em 90 dias no Brasil, 48% fazem apenas uma; 18%, duas; 9%, três; e 24%, mais de três compras.

Goidanich esclarece que, para uma empresa ter os melhores resultados com aplicativos, a informação é uma das principais armas. Conhecer o perfil e preferência de seus consumidores é a chave para aumentar o número de downloads, assim como fazer os usuários aumentarem seu LTV.

“Buscar um parceiro especializado na criação de apps é uma boa forma de conseguir estes resultados, seja na divulgação ou aplicando as melhores práticas de usabilidade e design para entregar experiências diferenciadas que conquistem o consumidor”, ressalta o especialista. “Hoje, ter um app é um diferencial competitivo, mas ter uma estratégia sólida por trás do app é mais importante ainda”, conclui.


Receba grátis as principais notícias do setor de TI

Newsletter por e-mail