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Inteligência artificial: a humanidade está perto da superinteligência?

Martha Gabriel, pensadora digital, consultora e professora, explica fase atual da inteligência artificial, quais funções serão totalmente substituídas pela tecnologia e por que não devemos temer as máquinas

Já não é mais novidade. A todo o momento, a sociedade é bombardeada com informações sobre robôs e inteligência artificial (AI). Em muitos momentos desse contato com a próxima era, pessoas se mostram temerosas em relação ao futuro. O questionamento é comum: máquinas vão acabar com empregos? Vão matar e dominar pessoas, a exemplo do que é retratado pela indústria do entretenimento?

Martha Gabriel, pensadora digital, consultora e professora, subiu ao palco do RD Summit, maior evento de marketing e vendas da América Latina, que acontece de 7 a 9 de novembro, em Florianópolis, para tranquilizar e alertar: “Você não precisa temer, deve se preparar”, sentenciou.

“Quando falamos de AI, fico incomodada. A mídia mostra robôs e inteligência artificial da mesma forma. Pessoas pensam imediatamente no Exterminador do Futuro. A superinteligência, no entanto, não é isso”, provocou. Segundo ela, os robôs de hoje são como o Pepper, carismático. Martha encontrou com Pepper, o robô que lê emoções, em 2016 em um cruzeiro e ele fazia a função de uma espécie de concierge. “A diferença é que ele trabalha 24×7 e seu aluguel custa US$ 450 por mês.”

A inteligência artificial, apontou a especialista no tema, está ficando mais comum. No aeroporto, em casa, no celular… Todos eles contam com uma pitada, em algum momento, de AI. E o futuro será inevitável: humanos conversarão mais com equipamentos do que com pessoas.

Tipos de inteligência artificial

Para nivelar o conhecimento dos participantes do evento, Martha explicou que há diferentes tipos de inteligência artificial. “Uma pessoa pode ser inteligente para uma coisa, mas não para outras. Com AI é igual”, sintetizou.

Ela lembrou que é difícil entender inteligência artificial, mas todos sabem o que é. Martha, então, usou o cérebro humano para explicar o conceito. “Quanto mais memória de curta duração no cérebro, mais problemas complexos conseguimos resolver. Um cérebro sem dados, não é nada. Pessoas inteligentes captam dados do ambiente, filtram, guardam na memória e processam para melhores resultados. AI é assim.”

A evolução da AI, no contexto atual, portanto, aconteceu muito em função da transformação da tecnologia, que antes era limitada no quesito captura e processamento de dados. “Quanto mais afinarmos memória e processamento, melhor o resultado, tanto para TI quanto para seres artificiais.”

Em que fase estamos?

A especialista assinalou que são três os estágios de inteligência artificial. Atualmente, o mercado encontra-se no primeiro nível, o narrow. “Uma máquina é muito boa em fazer uma coisa, mas não outra. O sistema que ganha no xadrez, por exemplo, não consegue dirigir”. A etapa seguinte é a general, fase na qual a AI atinge alguns elementos humanos, como consciência. Por fim, está a superinteligência.

“Nosso desafio é evoluir junto com eles [robôs] para chegar a um cenário que é bom para todos. Qual é o problema disso? Estamos vivendo uma guerra fria entre EUA e China em AI. A China é líder em trabalhos científicos sobre o tema e tem um plano de até 2030 assumir a dianteira da AI. Por que todos querem? Porque dá poder”, refletiu.

Questão de ética

Martha reforçou a necessidade de investir em ética quando se fala em inteligência artificial. Você deve se lembrar do dia em que uma AI se tornou preconceituosa em pouco tempo. Em outro caso, seres humanos foram identificados como gorilas em imagens. “Se a máquina estiver contaminada por vezes, ela continuará. É por isso que a ética da TI tem de ter todas as pessoas envolvidas. É sobre diversidade”, observou.

Humanos versus máquinas?

Estudo do Fórum Econômico Mundial (WEF) indica que até 2060 robôs substituirão humanos em todas as funções. “Independentemente da data, o que importa é que vai acontecer e temos de nos preparar. Essa é a mensagem. Vamos nos preparar”, provocou.

O grande segredo, no entanto, é o trabalho conjunto, revelou. Autonomia + inteligência vão gerar resultados incríveis para os negócios. “A máquina vai evoluir e ser inteligente, mas nós humanos também vamos evoluir. Tem riscos, mas não será eles contra nós”, sentenciou.

Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa. Segundo ela, essa revolução será cruel, mas os mais preparados vão conseguir se adaptar e se recolocar rapidamente. Isso não significa, no entanto, que profissões nobres e não nobres serão dizimadas por completo. As mais operacionais continuarão a ser demandadas e muitas vezes executadas por humanos.

Tudo o que puder ser automatizado, será. Mentalidade digital é isso, revelou Martha. O que fazer, então, para o humano se sobressair? “Apostar nos 3Es: empatia, ética e emoção, três coisas que a máquina não faz. A mais importante para mim é a emoção”, aconselhou, acrescentado que para não ser substituído por um robô, a melhor dica é não ser um robô. Simples assim.

*A jornalista viajou a Florianópolis a convite da RD


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